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Economia JUROS EM ALTA

Copom eleva taxa Selic para 10,75% ao ano: Entenda os motivos e os impactos na economia

O aumento dos juros foi justificado pelo Copom como uma medida necessária para assegurar a convergência da inflação em direção à meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que para este ano é de 3%, com uma margem de variação de 1,5 ponto percentual

18/09/2024 às 21h10 Atualizada em 18/09/2024 às 21h16
Por: Douglas Ferreira
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A elevação da Selic terá efeitos diretos na economia - Foto: Reprodução
A elevação da Selic terá efeitos diretos na economia - Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira, 18 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, aumentar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, elevando-a para 10,75% ao ano. Essa decisão já era esperada pelo mercado e marca a primeira alta na taxa em dois anos, desde agosto de 2022.

O aumento dos juros foi justificado pelo Copom como uma medida necessária para assegurar a convergência da inflação em direção à meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que para este ano é de 3%, com uma margem de variação de 1,5 ponto percentual. O comitê deixou claro que, caso julgue apropriado, não hesitará em elevar a taxa para controlar a inflação.

A elevação da Selic terá efeitos diretos na economia. Um aumento na taxa de juros encarece o crédito, resultando em uma redução do consumo e dos investimentos. Com isso, a atividade econômica tende a esfriar, o que pode levar à queda de preços para produtores e consumidores. Essa manobra é uma tentativa de conter a inflação, que tem sido uma preocupação constante.

A taxa Selic agora retorna ao nível de março deste ano, período em que o Copom estava implementando cortes. As previsões do mercado indicam que a Selic pode atingir 11,25% até o final de 2024, com possíveis aumentos programados nas próximas reuniões do comitê.

Com a inflação sob controle sendo uma prioridade, o Copom sinaliza que as futuras decisões dependerão da evolução dos indicadores econômicos, fazendo com que todos os olhos fiquem voltados para os próximos encontros do comitê. A ata da última reunião será divulgada no dia 24 de setembro, e as próximas reuniões estão agendadas para novembro e dezembro, quando novas avaliações serão feitas.

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