
Uma nova informação elevou a temperatura do escândalo do INSS. Segundo matéria de O Estado de São Paulo, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria revelado a interlocutores que sua viagem a Portugal foi paga por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, personagem central do esquema investigado por fraudes bilionárias no sistema previdenciário.
De acordo com o jornal, o próprio Lulinha confirmou a pessoas próximas que as despesas de voo e hospedagem foram custeadas pelo lobista, atualmente preso sob suspeita de corrupção e repasses milionários ligados ao INSS. A viagem ocorreu no fim de 2024, em voo de primeira classe para Lisboa, partindo de Guarulhos.
Segundo a versão apresentada por ele, o objetivo da ida a Portugal foi visitar uma fábrica de Cannabis medicinal. Lulinha nega ter firmado qualquer parceria comercial, nega ter recebido mesada de R$ 300 mil e também rejeita ter obtido qualquer outro pagamento do lobista.
A revelação ocorre no momento em que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está formalmente no radar das investigações.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS determinou a quebra de seu sigilo bancário. Paralelamente, a Polícia Federal obteve autorização judicial para aprofundar a apuração, com aval do ministro André Mendonça, a pedido da corporação.
O nome de Lulinha surgiu a partir do depoimento de um ex-funcionário do Careca do INSS, que mencionou uma suposta sociedade, pagamentos mensais de R$ 300 mil ao empresário e uma luva da ordem de R$ 25 milhões. Mensagens apreendidas na investigação fazem referência a valores destinados ao “filho do rapaz”, expressão cuja interpretação ainda está sob análise.
Até o momento, não há denúncia formal apresentada contra Lulinha. O que existe são indícios, depoimentos e medidas de investigação autorizadas.
O ponto central agora não é apenas a suspeita de pagamentos mensais ou de uma luva milionária, mas o fato de que o próprio Lulinha teria admitido que a viagem internacional foi financiada por um lobista investigado e preso.
Ainda que ele sustente não haver ilegalidade nem vínculo comercial, o patrocínio de despesas por alguém apontado como operador de um esquema que teria causado prejuízos bilionários ao INSS amplia o desgaste político.
O caso atinge diretamente o núcleo familiar do presidente e reforça a pressão sobre o governo em meio às investigações que buscam esclarecer como funcionava o suposto esquema de fraudes no sistema previdenciário.
A Polícia Federal investiga fraudes bilionárias no INSS envolvendo corrupção e repasses irregulares.
Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, foi preso sob suspeita de participação no esquema.
Um ex-funcionário do lobista mencionou supostos pagamentos de R$ 300 mil mensais ao “filho do rapaz” e uma luva de cerca de R$ 25 milhões.
A CPMI do INSS determinou a quebra do sigilo bancário de Lulinha.
O ministro André Mendonça autorizou medida semelhante a pedido da Polícia Federal.
Segundo a Folha de S.Paulo, Lulinha teria confirmado a interlocutores que a viagem a Portugal foi paga por Antunes, mas nega sociedade ou recebimento de valores ilícitos.
As investigações seguem em curso e devem avançar com a análise de dados bancários, mensagens e depoimentos. O desfecho dependerá da comprovação, ou não, das suspeitas levantadas até aqui.
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