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EUA e Israel atacam o Irã após semanas de tensão; Teerã reage e crise entra em nova escalada

Ofensiva teria mirado estruturas centrais do poder iraniano; mísseis foram lançados contra base americana e em direção a Israel

28/02/2026 às 08h52
Por: Douglas Ferreira
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Uma coluna de fumaça em Teerã evidencia o a gravidade do ataque - Foto: Reprodução
Uma coluna de fumaça em Teerã evidencia o a gravidade do ataque - Foto: Reprodução

Os Estados Unidos e Israel realizaram, na madrugada deste sábado (28/2), uma ofensiva militar contra o Irã, elevando drasticamente o nível de tensão no Oriente Médio. A ação foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo as autoridades, o objetivo foi “eliminar ameaças”.

De acordo com informações divulgadas por autoridades israelenses, o principal alvo teria sido o escritório do Líder Supremo do Irã, no centro de Teerã. A agência estatal iraniana Irna informou que o presidente do país, Masoud Pezeshkian, está vivo. Até o momento, não há confirmação oficial sobre mortos ou feridos decorrentes dos bombardeios.

Como aconteceu o ataque

Relatos da imprensa iraniana apontam que pelo menos três explosões foram ouvidas na região central de Teerã, com registro de fumaça na área. Também houve relatos de explosões nas províncias de Lorestan e Kermanshah.

Uma fonte de segurança israelense afirmou ao jornal Times of Israel que se trata de uma operação conjunta entre Estados Unidos e Israel. O Departamento de Defesa americano teria batizado a missão de “Operação Fúria Épica”.

Após os ataques, Irã e Israel fecharam seus espaços aéreos. O Ministério dos Transportes de Israel orientou a população a não se dirigir aos aeroportos até novo aviso, indicando preocupação com possíveis desdobramentos imediatos.

Motivo da ofensiva

O ataque ocorre após semanas de tensão envolvendo o programa nuclear iraniano. Na sexta-feira (27/2), negociações entre EUA e Irã terminaram sem acordo. Uma nova rodada estava prevista para a próxima semana.

Na véspera da ofensiva, o presidente americano afirmou que não estava satisfeito com o andamento das tratativas e declarou que preferia uma solução pacífica, mas que considerava os interlocutores iranianos “perigosos e difíceis”.

Segundo Israel Katz, a ação militar foi realizada para neutralizar ameaças atribuídas ao regime iraniano. Não foram detalhadas quais capacidades específicas teriam sido alvo da operação.

Retaliação iraniana

Horas após os bombardeios, o Irã lançou mísseis contra a base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein, segundo informou uma autoridade americana à imprensa internacional. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram fumaça na região.

Além disso, a Força Aérea de Israel afirmou ter detectado mísseis disparados do território iraniano em direção a Israel. O governo israelense declarou que os sistemas de defesa estavam atuando para interceptar os projéteis, mas ressaltou que a proteção “não é hermética”.

Mortos e danos

Até o momento, não há números oficiais consolidados sobre vítimas fatais ou feridos. As autoridades iranianas não divulgaram balanço de danos, e governos envolvidos não detalharam a extensão das estruturas atingidas.

A ausência de informações claras mantém incertezas sobre o impacto real da ofensiva e o grau de destruição causado.

Cenário de incerteza

Antes mesmo dos ataques, o Departamento de Estado dos EUA havia autorizado a retirada de funcionários não essenciais da missão diplomática americana em Israel, citando riscos crescentes de segurança. A recomendação também sugeriu que cidadãos considerassem deixar o país enquanto houvesse voos comerciais disponíveis.

O episódio marca uma nova fase nas relações entre Washington, Jerusalém e Teerã. Embora descrito como um ataque com objetivos específicos, o desdobramento imediato com retaliações militares indica que a crise pode se prolongar por dias ou semanas.

A comunidade internacional acompanha os próximos passos com atenção, diante do risco de ampliação do conflito e de impactos diretos na estabilidade regional e no mercado global de energia.

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