
A liquidação do Will Bank pelo Banco Central tem provocado apreensão entre clientes da instituição, que afirmam estar sem acesso a recursos usados para despesas básicas. O banco dizia ter cerca de 12 milhões de clientes, sendo aproximadamente 60% no Nordeste, muitos em cidades pequenas. Sem o dinheiro, correntistas relatam risco de inadimplência para pagar contas essenciais.
Segundo as regras, investidores que aplicaram em CDBs, LCIs e LCAs estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por instituição. Já a maioria dos usuários mantinha recursos em contas de pagamento, que não têm cobertura do fundo. Ainda assim, pela legislação, esses valores ficam segregados do patrimônio do banco e deverão ser devolvidos integralmente, porém sem prazo definido.
A restituição depende da conclusão do levantamento da lista oficial de credores pelo liquidante nomeado pelo Banco Central. Enquanto isso, clientes relatam dificuldades financeiras. Há casos de pessoas que usariam o saldo para alimentação, aluguel e contas de luz. O aplicativo do banco segue disponível apenas para consulta, sem permitir movimentações como PIX, transferências ou pagamentos.
Especialistas orientam que os clientes guardem extratos e comprovantes e acompanhem as comunicações oficiais. Em situações urgentes, é possível recorrer à Justiça. O prazo para devolução pode variar conforme a complexidade da liquidação, mas não há calendário fechado, o que mantém milhares de correntistas em situação de incerteza.
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