
O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (24), em seu primeiro discurso do Estado da União neste segundo mandato, que os Estados Unidos vivem uma “era de ouro”. Diante do Congresso, o republicano destacou resultados de sua política econômica, do reforço nas fronteiras e do fortalecimento militar. Trump também disse ter herdado do governo de Joe Biden um país em crise, mas afirmou que promoveu mudanças estruturais em pouco tempo. “Nossa nação está de volta, maior, melhor, mais rica e mais forte do que nunca”, declarou.
Na área econômica, Trump voltou a responsabilizar a gestão anterior pela inflação elevada e disse que seu governo já conseguiu reduzir o índice núcleo ao menor nível em mais de cinco anos. O presidente também fez críticas à Suprema Corte dos EUA por derrubar tarifas impostas com base em lei de emergência nacional, classificando a decisão como “muito infeliz”. Mesmo assim, garantiu que os acordos comerciais firmados durante a vigência das tarifas serão mantidos e reiterou que continuará defendendo os interesses econômicos americanos.
Ao tratar de imigração e segurança, o republicano afirmou que o país tem hoje “a fronteira mais forte da história americana”. Segundo ele, nenhum imigrante ilegal teria sido admitido nos últimos nove meses, enquanto o fluxo de fentanil pela fronteira teria caído 56%. Trump também anunciou oficialmente uma “guerra contra a fraude”, que será liderada pelo vice-presidente J.D. Vance, e defendeu as operações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), criticando democratas por tentarem impor restrições às ações do órgão.
No campo internacional, Trump disse trabalhar para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia e elogiou o cessar-fogo entre Israel e Hamas negociado por seu governo. Ele também voltou a alertar o Irã sobre o desenvolvimento nuclear e afirmou que não permitirá que o país obtenha armas atômicas. O presidente ainda citou a operação que levou à captura de Nicolás Maduro e as ações contra cartéis mexicanos, classificados como organizações terroristas. Com 1 hora e 39 minutos, o pronunciamento se tornou o mais longo já feito por um presidente americano no Estado da União.
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