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Reflexão para a Quaresma

Segundo o padre Jean, o Brasil enfrenta um déficit habitacional de 6 milhões de moradias, somado a um déficit qualitativo de 26 milhões de residências inadequadas – sem saneamento básico, com espaços superlotados ou estruturas precárias. “Essa realidade clama por conversão social e ações concretas que garantam um lar digno a todos”, pontuou.

22/02/2026 às 09h22 Atualizada em 22/02/2026 às 09h32
Por: Josenildo Melo Fonte: https://www.vaticannews.va/pt.html
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Foto: https://www.cnbb.org.br/
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Em Cristo temos exatamente a realização da vocação da natureza humana: ser superior a tudo, sendo imagem de Deus, sendo livre!

Vatican News - Reflexão para o I Domingo da Quaresma

Começamos a Quaresma com um texto que nos possibilita refletir sobre o projeto de Deus a respeito do ser humano. O livro do Gênesis nos apresenta o homem sendo criado como o ponto alto de toda a criação, como imagem e semelhança de Deus. Exatamente por isso, ele deverá proceder como superior a tudo e não deixar-se influenciar por nenhuma qualidade de qualquer coisa criada; deverá permanecer sempre livre!

É nesse exato momento que entra a perversão do Mal, ao provocar no homem o forte e imperioso desejo de experimentar a fruta proibida, a ponto de apequenar-se, cedendo às qualidades olfativas e visuais da fruta em detrimento da orientação do Criador.

Foi o primeiro ato em que o ser humano demonstrou que abria mão de sua liberdade para satisfazer seus instintos, sua curiosidade e, tragicamente, querer ser igual a Deus. Deixou de se reconhecer criatura, homem vindo da terra, do humus, e, querendo, com seu próprio poder, chegar a ser onipotente. O ser humano trocou a humildade pela soberba: eis o primeiro pecado.

No Evangelho, Jesus, o Homem Perfeito, a verdadeira imagem do Pai, vence o Mal ao manter-se submisso ao Pai e mostrar-se um homem livre. Não será a comida, a satisfação de suas necessidades biológicas, que irá submetê-lo às propostas do Mal; nem a tentação do orgulho, da vaidade, de ser renomado, de ser famoso, do prestígio, irá fazê-lo aceitar a imposição de Satanás; e nem a sedução do poder o derrotará em sua fidelidade ao Pai.

Para nós, a ação de Jesus, sua postura, nos interpela quando, em nossa vida, somos tentados a satisfazer nossas necessidades naturais, nossos desejos de prestígio e nossa sede de poder. Olhemos para o Homem Perfeito, a Imagem Visível do Deus Invisível, e para suas respostas serenas às perturbadoras tentações.

No trecho da Carta aos Romanos, São Paulo nos fala sobre os modos de vida de Adão e de Cristo. O primeiro, como vimos no início de nossa reflexão, mostrou-se fraco. Contudo, essa debilidade foi herdada por todos nós, seus descendentes. Somos conscientes de que titubeamos e fracassamos diante das tentações.

Em Cristo temos exatamente a realização da vocação da natureza humana: ser superior a tudo, sendo imagem de Deus, sendo livre!

Mais ainda, não podemos comparar a graça de Deus ao pecado de Adão, como nos fala o Apóstolo. Se “pela desobediência de um só homem toda a humanidade foi estabelecida em uma situação de pecado, assim também, pela obediência de um só, toda a humanidade passará para uma situação de justiça”, que é ser plenamente livre e plenamente unida a Deus.

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