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Brasil INVESTIGAÇÃO

CPI do Crime avança sobre Toffoli e Alexandre de Moraes no caso Banco Master

Senado amplia investigação, mira familiares dos ministros do STF e prepara convocações explosivas

22/02/2026 às 08h58 Atualizada em 22/02/2026 às 12h59
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A CPI do Crime Organizado do Senado deve analisar, na próxima quarta-feira (25), uma série de requerimentos que ampliam o foco das investigações sobre o caso do Banco Master. Entre os pedidos está o convite para que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes prestem esclarecimentos à comissão. A pauta também inclui solicitações de quebra de sigilo da instituição financeira e a convocação de sócios e executivos do banco.

Os parlamentares pretendem ouvir o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, além dos executivos Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga Lima, e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva. Outro ponto sensível envolve a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Senadores querem explicações sobre um contrato milionário firmado entre o banco e o escritório de advocacia dela.

A comissão também mira familiares do ministro Dias Toffoli. Há pedidos de convocação dos irmãos José Eugênio e José Carlos, além de apurações sobre a venda do resort Tayayá ao Fundo Arllen, ligado a Vorcaro. O empreendimento tinha participação de empresa familiar do ministro e de seu primo, Mario Umberto Degani. O episódio aumentou a pressão sobre Toffoli, que na semana passada deixou a relatoria do caso no STF, substituído por André Mendonça.

No mesmo inquérito, senadores querem ouvir o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, após a liquidação extrajudicial do Banco Master e por causa de uma reunião fora da agenda oficial com Vorcaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2024. A CPI também deve tomar o depoimento do ex-deputado estadual do Rio Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, preso sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho.

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