
A divulgação de trechos de uma reunião reservada no Supremo Tribunal Federal (STF) provocou forte reação entre ministros da Corte. O encontro discutiu o caso Master e terminou com a saída de Dias Toffoli da relatoria. A publicação do conteúdo pelo site Poder360 levantou a suspeita de que a conversa tenha sido gravada de forma clandestina.
A reunião, que durou mais de três horas, foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para analisar relatório da Polícia Federal sobre investigações envolvendo Toffoli. Parte dos ministros defendia que o documento não tinha validade jurídica e deveria ter sido rejeitado de imediato. Outro grupo queria levar o tema ao plenário para decisão coletiva.
De acordo com os diálogos divulgados, Luiz Fux afirmou que Toffoli tem “fé pública” e não se opôs à sua permanência na relatoria. Já André Mendonça e Cármen Lúcia manifestaram confiança no colega, mas destacaram a necessidade de preservar a imagem institucional do tribunal.
Em outra linha, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Kassio Nunes Marques fizeram críticas à atuação da Polícia Federal no caso. O episódio ampliou o clima de tensão interna e reforçou o debate sobre a segurança das deliberações sigilosas da Corte.
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