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Brasil RACISMO

Entenda a prisão da argentina acusada de injúria racial no Rio de Janeiro

Ela foi detida após denúncia do Ministério Público, mas acabou liberada com tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares

07/02/2026 às 10h27 Atualizada em 09/02/2026 às 19h48
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva da advogada e influenciadora argentina Agostina Paez, acusada de praticar ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul da capital. O caso ocorreu no dia 14 de janeiro e, segundo o Ministério Público, a conduta foi repetida e grave. O juiz da 37ª Vara Criminal entendeu que havia risco de fuga e decidiu manter a prisão, após aceitar a denúncia apresentada pela promotoria.

De acordo com a investigação, Agostina discutiu com funcionários por causa do valor da conta e passou a usar termos ofensivos relacionados à cor da pele. Mesmo após ser advertida de que a atitude configurava crime no Brasil, ela teria chamado uma funcionária de “mono”, palavra em espanhol que significa macaco, além de fazer gestos e sons imitando o animal. As ofensas teriam continuado do lado de fora do bar e foram registradas por câmeras de segurança e por testemunhas.

Após a decretação da prisão, a argentina chegou a ser presa e encaminhada para a delegacia, mas acabou sendo solta no mesmo dia por decisão judicial, com a imposição de medidas cautelares. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a retenção do passaporte e a proibição de deixar o país. O crime de injúria racial é inafiançável e pode resultar em pena de dois a cinco anos de prisão.

Nas redes sociais, Agostina divulgou um vídeo afirmando estar “desesperada” e com medo, alegando que seus direitos estariam sendo violados. A defesa sustenta que ela sempre colaborou com as autoridades e nega intenção de fuga. O processo corre sob segredo de Justiça, e o caso segue em análise pelo Judiciário, enquanto as investigações continuam.

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