
Durante um evento do G4 Educação, realizado nesta semana em São Paulo, o empresário Tallis Gomes, fundador da instituição, causou repercussão ao defender publicamente a volta da monarquia no Brasil. Em sua fala, ele classificou a Proclamação da República como um “golpe” e afirmou que o país teria seguido um caminho diferente caso o regime monárquico tivesse sido mantido.
Segundo Gomes, a monarquia garantiria maior estabilidade institucional e evitaria distorções no sistema financeiro e político. Em tom crítico, ele citou como exemplo o Banco Master, afirmando que estruturas desse tipo “não existiriam” sob um modelo monárquico, o que rapidamente chamou a atenção do público presente.
As declarações dividiram opiniões entre empresários, especialistas e usuários nas redes sociais. Enquanto alguns enxergaram a fala como uma provocação ideológica ou exercício de liberdade de expressão, outros criticaram o discurso, apontando que a defesa de uma aristocracia não dialoga com os princípios democráticos atuais do país.
O episódio reacendeu um debate antigo, mas pouco presente no cotidiano político brasileiro: a viabilidade e o sentido de se discutir a monarquia no século XXI. Embora não haja qualquer movimento iminente de restauração da monarquia, a fala de Tallis Gomes mostra como temas históricos ainda surgem no debate público, especialmente quando partem de nomes influentes do mundo dos negócios.
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