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Congresso retoma trabalhos com pauta cheia e de olho nas eleições de 2026

Ano legislativo começa mais curto, com segurança pública, CPIs e projetos do governo no centro das disputas

02/02/2026 às 08h24 Atualizada em 04/02/2026 às 09h27
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O Congresso Nacional retoma os trabalhos nesta segunda-feira (2), dando início a um ano legislativo que deve ter ritmo reduzido por causa das eleições de 2026. Mesmo assim, deputados e senadores chegam com uma agenda pesada. Entre as prioridades estão propostas sobre segurança pública, o acordo entre Mercosul e União Europeia e a pressão por investigações envolvendo o Banco Master, que já movimentam pedidos de CPI.

A possível fraude financeira e seus desdobramentos políticos, inclusive com citações a ministros do STF, impulsionam articulações no Senado e na Câmara. Além de novas CPIs, o tema deve avançar em colegiados já existentes, como a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado, além de um grupo de trabalho na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O clima é de embate, com a oposição usando o tema como principal frente de desgaste do governo.

No campo político, a oposição tenta derrubar o veto de Lula ao projeto que reduzia penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, proposta que poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Já o governo concentra esforços para destravar projetos de interesse do Planalto, como a regulamentação do trabalho por aplicativos. Também seguem no radar temas com apelo eleitoral, como o fim da escala 6x1 e a tarifa zero no transporte público, que devem ser explorados na campanha de reeleição de Lula.

Além disso, o Congresso começa o ano com um acúmulo de pendências. São 73 vetos presidenciais em análise e 26 medidas provisórias em tramitação, muitas com prazo apertado. Já nesta segunda-feira, a Câmara analisa MPs como a do Auxílio Gás e a que libera crédito extraordinário para o Ministério da Agricultura. Mesmo com menos tempo e mais disputa política, o recado é claro: o Legislativo terá pouco espaço para descanso em um ano marcado por eleições e tensão institucional.

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