
A paralisação dos serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), iniciada na noite de terça-feira (28), provocou o fechamento de agências e filas de aposentados e pensionistas em diversas cidades do país. A interrupção seguirá até o próximo domingo, 1º de fevereiro, período em que também ficarão indisponíveis o aplicativo Meu INSS e a Central de Atendimento 135. A suspensão ocorre para que a Dataprev realize atualizações nos sistemas.
Apesar de o INSS afirmar que a interrupção havia sido comunicada desde o início de janeiro, o primeiro dia de paralisação foi marcado por confusão e reclamações. O presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, declarou que os segurados foram avisados por canais oficiais e por contatos diretos das agências. Ainda assim, o grande número de pessoas que se deslocaram até as unidades revelou falhas na comunicação com o público.
Segundo Waller, o problema foi agravado pela indisponibilidade dos sistemas da Dataprev ao longo da semana anterior à paralisação. Ele afirmou que, após a retomada dos serviços, o INSS dará prioridade aos segurados que tiveram atendimentos prejudicados e realizará um mutirão no fim de semana seguinte para reduzir os impactos da suspensão.
Entidades sindicais alertam que a paralisação ocorre em meio a um cenário de instabilidade estrutural no instituto. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência Social do Rio Grande do Sul (SindisPrevRS), o INSS enfrenta atrasos recorrentes e acúmulo crescente de processos. Entre janeiro e novembro de 2025, o volume de requerimentos aumentou 23%, o que, segundo a entidade, evidencia que as falhas nos sistemas não são episódios isolados, mas parte de um problema contínuo que afeta servidores e beneficiários.
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