Segunda, 13 de Julho de 2026
24°

Parcialmente nublado

Teresina, PI

Brasil JUSTIÇA

Brasileiro assume comando da Corte Interamericana de Direitos Humanos

Rodrigo Mudrovitsch toma posse na Costa Rica e terá mandato de dois anos à frente do tribunal

26/01/2026 às 08h30 Atualizada em 27/01/2026 às 15h47
Por: Wagner Albuquerque
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O jurista brasileiro Rodrigo Mudrovitsch toma posse nesta segunda-feira (26), na Costa Rica, como presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH). O tribunal é responsável por julgar violações graves de direitos humanos cometidas por países que fazem parte da Organização dos Estados Americanos (OEA). Ele foi eleito para o cargo em novembro de 2025 e comandará a Corte por um mandato de dois anos.

Mudrovitsch dividirá a direção do tribunal com a juíza chilena Patrícia Pérez Goldenberg, escolhida para a vice-presidência. Indicado à Corte em 2021, o brasileiro foi o mais votado entre os países que ratificaram a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e se tornou o segundo magistrado mais jovem da história da instituição. Em 2023, já havia ocupado o cargo de vice-presidente, função que exerceu até o fim de 2025.

Formado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Mudrovitsch construiu carreira voltada ao direito constitucional e ao direito público, com atuação acadêmica e produção de pesquisas. Também participou de debates técnicos no Congresso Nacional, contribuindo para a reforma da Lei de Improbidade Administrativa e para a comissão de juristas responsável pela atualização do Código Civil brasileiro.

Durante sua passagem pela vice-presidência, defendeu maior aproximação entre a Corte IDH e o Judiciário brasileiro e deu destaque à relação entre meio ambiente e direitos humanos. Em 2024, promoveu debates sobre emergência climática em Manaus e Brasília, incluindo uma cerimônia no Supremo Tribunal Federal. Ao longo de sua atuação na Corte, participou de julgamentos relevantes envolvendo democracia, violência de gênero, direitos indígenas, proteção de crianças e independência judicial em países da América Latina.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários