
O governo até tenta conter o desgaste de sua imagem. Investe milhões em publicidade, propaganda institucional e narrativas cuidadosamente construídas. Mas o esforço não surte efeito. O marketing insiste em vender a ideia de um governo que trabalha, constrói e assiste, enquanto a população sente exatamente o oposto no dia a dia.
O povo não vive de mídia. Não se alimenta de slogans nem de vídeos bem editados. O que a população quer é comida na mesa, picanha, cervejinha, promessas repetidas à exaustão na campanha, mas que não se materializaram. No lugar disso, o que se acumula é uma sucessão de crises, esquemas, escândalos e denúncias de corrupção.
O impacto é direto e cotidiano. O café pesa no orçamento. Um pão chega a R$ 1. A carne continua com preços elevados. A gasolina sobe. O transporte público encarece. Tudo isso enquanto o governo gasta como se não houvesse amanhã, com viagens pomposas, agendas internacionais custosas e exibição de glamour às expensas do erário, simbolizada pela atuação pública de Janja, cada vez mais associada a luxo e ostentação.
Há dinheiro para escola de samba, mas falta para vacina. Há verba para propaganda, mas não para aliviar o custo de vida. Esse é o governo que se apresenta fora da bolha do marketing oficial.
O resultado aparece nos números. Pesquisa Apex/Futura, divulgada nesta quinta-feira (22), mostra que 53,5% dos brasileiros desaprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra 43,0% que o aprovam, diferença que permanece fora da margem de erro. O levantamento ouviu 2.000 pessoas em 849 cidades, entre 15 e 19 de janeiro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Na avaliação do governo, 48,7% classificam a gestão como ruim ou péssima; 33,5% como ótima ou boa; e 16,4% como regular. Os números revelam uma verdade incômoda para o Planalto: propaganda não substitui resultado, e o bolso do brasileiro não mente.
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