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Sob governo Lula, Brasil registra recorde de feminicídios e chega à média de quatro mulheres mortas por dia

País cria leis a cada crime de repercussão, mas segue refém da impunidade, da brandura penal e da cultura do “tudo acaba em pizza”

21/01/2026 às 14h40 Atualizada em 23/01/2026 às 09h38
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem gerada por inteligência artificial
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O Brasil voltou a bater recorde de feminicídios, com média de quatro mulheres assassinadas por dia, mesmo após anos de endurecimento da legislação e da criação de leis específicas para praticamente todo tipo de crime violento. Isso expõe um problema que vai além da letra fria da lei: não é por força legal que se muda uma cultura profundamente marcada pela violência e pela impunidade. O país já provou, repetidas vezes, que criar novas normas não tem sido suficiente para conter a barbárie.

O erro está na raiz do debate. Não existe vida mais valiosa que outra. Mulher, homem, criança, idoso, todos são inocentes e todos deveriam ter o mesmo valor jurídico e moral. Ao criar categorias de vítimas “mais protegidas”, o Estado acaba produzindo um efeito contrário: politiza a violência, fragmenta a sociedade e não resolve o problema central. Quem mata não o faz porque a vítima é mulher, mas porque vive em um país onde matar raramente gera punição proporcional.

A Lei Maria da Penha, assim como outras leis batizadas com nomes de vítimas, Carolina Dieckmann, Henry Borel, Daniella Perez, Joanna Maranhão, virou uma jabuticaba jurídica. Cada crime de grande repercussão vira um novo diploma legal, vendido como solução definitiva, enquanto os índices de violência seguem crescendo. Focar apenas em mecanismos legais de proteção é enxugar gelo num país onde o criminoso calcula o risco e sabe que dificilmente enfrentará uma punição exemplar.

O Brasil insiste em ignorar o essencial: leis ultrapassadas, penas brandas, ausência de responsabilização real de políticos corruptos e uma Justiça lenta alimentam a cultura da violência. Enquanto homicídios não resultarem em punições duras e inequívocas, salvo legítima defesa ou crime culposo, o ciclo continuará. Criar leis simbólicas dá a sensação de ação, rende discurso político e manchete, mas não salva vidas. E o resultado está aí: recordes sucessivos, famílias destruídas e um Estado que finge combater a violência enquanto convive com ela.

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Sobre Wagner Albuquerque é um jornalista multifacetado, com uma carreira marcada por passagens expressivas pela Band, onde atuou como editor, produtor, repórter e apresentador. Ao longo de sua trajetória, também esteve à frente da Direção de Jornalismo em diversos portais de destaque, sempre pautado pela ética e pela busca da informação de qualidade. Atualmente, é apresentador da TV Lupa1 e jornalista no portal Gazeta Hora1, onde se destaca pela credibilidade, visão analítica e compromisso com a relevância dos fatos que impactam o dia a dia do público.
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