
A possível nomeação do secretário de Segurança Pública do Piauí, Francisco Lucas Veloso, para a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), ligada ao Ministério da Justiça, tem gerado críticas e questionamentos no estado. A principal delas é sobre a efetividade da gestão local diante da persistência de crimes e da sensação de insegurança vivida pela população.
Apesar de declarações oficiais apontarem redução em determinados indicadores, episódios como arrastões, assaltos em vias movimentadas e crimes cometidos em plena luz do dia continuam sendo registrados, especialmente na capital, Teresina. Para moradores, a realidade nas ruas contrasta com o discurso de que esses casos seriam “pontuais”. Nesta madrugada por exemplo que fazia cooper na Avenida Marechal Castelo Branco foi vítima de um arrastão. As vítimas perderam aparelhos celulares, cordões de ouro e até alianças de casamento.
Especialistas e setores da sociedade civil avaliam que a eventual ascensão de Veloso a um cargo estratégico em Brasília ocorre mais por articulação política do que por resultados plenamente consolidados no Piauí. A crítica central é que problemas estruturais da segurança pública estadual ainda não foram solucionados, o que torna controversa a indicação para uma função de alcance nacional.
Enquanto o secretário é apontado como favorito para comandar a Senasp, cresce a cobrança para que o governo estadual apresente respostas mais concretas à população, que segue convivendo com o medo e a incerteza no dia a dia. Vale lembrar que a mídia chegou a divulgar uma eventual indicação para o Ministério da Justiça, mas o indicado foi outro.
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