
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que o caso do Banco Master pode se tornar a maior fraude bancária já registrada no Brasil. Segundo ele, a situação exige cautela, firmeza e direito à defesa, mas não pode ser tratada como um problema privado, já que envolve recursos de interesse público.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, após uma grave crise de liquidez (não tinha dinheiro que "dizia" ter). Com isso, o Fundo Garantidor de Crédito vai ressarcir cerca de 1,6 milhão de credores, entre depositantes e investidores. O valor total chega a R$ 41 bilhões, a maior operação do FGC já realizada no país.
Haddad destacou que, apesar de ser visto como um fundo privado, o FGC é capitalizado em parte por bancos públicos. Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil respondem por cerca de um terço dos recursos do fundo, o que reforça, segundo o ministro, o caráter público do caso e o interesse direto do governo no desfecho da crise.
O ministro também saiu em defesa do Banco Central (quem diria, só agora?), que é alvo de apuração no Tribunal de Contas da União sobre possíveis falhas na liquidação do Master. O BC retirou um recurso que levaria o tema ao plenário do TCU e sinalizou disposição para ampliar a transparência. Para Haddad, o trabalho da autoridade monetária foi técnico e sólido, e a abertura das informações tende a fortalecer a apuração e a confiança no processo.
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