
A Transparência Internacional reagiu na última sexta-feira (9) a declarações do governo Lula e acusou o Planalto de promover uma “escalada de assédio” contra a filial brasileira da organização. Segundo a entidade, há uma tentativa clara de silenciar e descredibilizar seu trabalho de fiscalização, após críticas feitas à falta de transparência em obras do PAC.
O conflito começou depois que a ONG divulgou uma nota técnica apontando falhas na divulgação de informações sobre os projetos do programa. Em resposta, a Casa Civil, chefiada por Rui Costa, classificou a Transparência Internacional Brasil como uma “ONG investigada pela Polícia Federal”, afirmação que a entidade diz não ter qualquer respaldo público.
Em carta oficial, o presidente do conselho global da Transparência Internacional, François Valérian, afirmou que não existe registro de investigação contra a organização. Para ele, a declaração do governo levanta dúvidas graves sobre o uso de informações supostamente sigilosas e sobre uma possível instrumentalização política de órgãos do Estado.
A ONG cobrou retratação imediata e afirmou que esse tipo de postura vai na contramão do discurso do próprio governo sobre fortalecimento da democracia e participação da sociedade civil. Segundo a Transparência Internacional, ataques desse tipo minam a confiança pública, intimidam entidades independentes e enfraquecem os mecanismos de controle e combate à corrupção.
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