
Em pouco mais de um mês no ar, o BC Protege+ já mostrou a que veio. A nova ferramenta do Banco Central bloqueou mais de 111 mil tentativas suspeitas de abertura de contas em bancos e instituições financeiras. A ideia é simples: evitar que alguém use CPF ou CNPJ de terceiros para criar contas sem autorização.
O período considerado vai de 1º de dezembro de 2025 a 6 de janeiro de 2026. Nesse intervalo, as instituições fizeram cerca de 33 milhões de consultas ao sistema para checar se o pedido de abertura era legítimo. No mesmo período, 545 mil pessoas se cadastraram no serviço, que vale tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.
O funcionamento é direto. Quem ativa o BC Protege+ informa ao sistema financeiro que não quer abrir novas contas. Assim, sempre que alguém tenta criar uma conta, o banco consulta o cadastro. Se o CPF ou CNPJ estiver com a proteção ligada, a abertura é negada. Isso vale para contas-correntes, poupança e contas de pagamento oferecidas por fintechs.
Se a própria pessoa quiser abrir uma conta de verdade, também dá. Basta entrar novamente na plataforma e desativar a proteção antes do pedido. A ativação e a desativação são feitas pelo Meu BC, com login via Gov.br nos níveis prata ou ouro.
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