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Comportamento COMPORTAMENTO

Você sabe o que é mitomania?

Um comportamento mais comum do que parece e que pode estar bem perto de você

06/01/2026 às 10h42 Atualizada em 07/01/2026 às 20h32
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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Muita gente começa com um exagero aqui e outro ali e, quando vê, está criando histórias fantasiosas o tempo todo. Às vezes nem há um ganho concreto: a pessoa inventa, aumenta, muda detalhes para parecer mais interessante, mais admirada ou mais aceita. Em muitos casos, isso nasce de insegurança e baixa autoestima, uma tentativa de construir uma identidade “melhor” que a realidade. Esse comportamento tem nome: mitomania, também conhecida como mentira patológica.

Com o tempo, quem está ao redor percebe. As versões não fecham, os relatos mudam, as contradições aparecem. Vira marca registrada: a pessoa fala e os outros já duvidam. E isso cobra um preço alto. No trabalho, a fama se espalha rápido: perde-se credibilidade, portas fecham e a pessoa pode acabar mal falada ao ponto de ninguém querer contratar. Profissionalmente, ser reconhecido como “o que mente” é pesado e, muitas vezes, humilhante.

Nos relacionamentos o estrago é maior ainda. Confiança quebrada, desgaste constante e afastamentos viram padrão. Viver inventando exige esforço, gera culpa e cria um ciclo difícil de sustentar. No fim, a tentativa de parecer mais interessante termina em solidão e perda de respeito.

A pessoa inventa, aumenta, muda detalhes para parecer mais interessante, mais admirada ou mais aceita.

A parte boa é clara: nunca é tarde para buscar ajuda. Não importa a idade. Dá para interromper esse ciclo. O passo certo é procurar um psicólogo, que vai avaliar o caso e, se precisar, encaminhar para um psiquiatra. Não custa nada tentar, pedir ajuda não é fraqueza, é maturidade.

Em resumo, direto ao ponto: se exageros e invenções viraram rotina e já estão queimando sua imagem e seus vínculos, é hora de cuidar disso agora. Dá para reconstruir confiança e vida real sem precisar de personagens.

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