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Empresas não estão prontas para inovar, mostra estudo do BCG

É o que mostra levantamento realizado pelo Boston Consulting Group (BCG) que mostrou que, embora 83% dos executivos considerem a inovação uma prioridade, muitas empresas não estão preparadas para implementá-la efetivamente

11/09/2024 às 17h07
Por: Campelo Filho Fonte: startups.com.br
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Embora a inovação seja uma prioridade declarada para muitos executivos, a execução efetiva e a preparação para implementar inovações ainda são desafios significativos para muitas empresas, tanto globalmente quanto no Brasil. É o que mostra levantamento realizado pelo Boston Consulting Group (BCG) que mostrou que, embora 83% dos executivos considerem a inovação uma prioridade, muitas empresas não estão preparadas para implementá-la efetivamente.

O estudo Innovation Systems Need ouviu mais de mil executivos seniores de todo o mundo, incluindo o Brasil, e avaliou a maturidade da inovação de empresas em uma escala de 100 pontos.

Entres os setores que priorizam a inovação, a tecnologia lidera, com 98%. Em segundo lugar, vem mídia e entretenimento (94%), seguido por bens duráveis (91%), química (91%), viagem, turismo e hospedagem (87%).

No âmbito global, 83% dos respondentes classificaram a inovação entre as três principais prioridades de suas organizações, e 86% estão experimentando a IA generativa (GenAI), principalmente na área de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de produtos e soluções. No entanto, menos da metade (48%) das companhias fez algum esforço para alinhar suas estratégias de negócios e inovação. Entre aquelas que conseguiram, apenas 12% relatam que os esforços conjuntos entre as áreas estão gerando um impacto real.

Essa falta de alinhamento pode ser um dos fatores que contribuem para a baixa prontidão para inovação observada em 2024, em que apenas 3% das instituições se qualificaram como prontas para inovação. Isso representa uma queda acentuada em relação a 2022, quando esse índice era de 20%. O relatório mostra ainda que organizações que já usam GenAI têm 80% mais probabilidade de se identificarem como líderes em inovação e cinco vezes mais probabilidade de aplicar essa tecnologia em escala.

Inovação no Brasil

No Brasil, a situação é ainda mais desafiadora. Apenas 50% dos executivos veem a inovação como uma das prioridades centrais do negócio. Para 70% dos brasileiros entrevistados, a cultura avessa ao risco é o maior desafio para a instituição, seguida por estratégias não claras ou excessivamente amplas (45%) e falta de governança robusta (40%).

Em relação ao uso da GenAI, 65% das empresas brasileiras estão começando a utilizá-la para impulsionar a inovação. Destas, 35% estão experimentando a tecnologia em áreas limitadas e 30% usam em aplicações selecionadas. No entanto, nenhuma está aplicando a GenAI em escala, em contraste com a média global de 8%.

Bruno Vasconcellos, diretor executivo e sócio do BCG, afirma que as empresas brasileiras devem intensificar suas estratégias de inovação e utilizar a GenAI como um acelerador. Para isso, devem se concentrar em seis elementos-chave: propriedade executiva, claro senso de propósito, foco na vantagem competitiva, domínios específicos, estrutura de portfólio direcionada e objetivos quantificáveis. Companhias que implementam pelo menos quatro desses elementos têm mais de 50% das vendas provenientes de inovações em comparação com seus concorrentes.

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Sobre Francisco Soares Campelo Filho é advogado empresarial, professor, escritor e palestrante. É pós-doutor em Direito e Novas Tecnologias pelo Mediterranea International Centre for Human Rights Research, em Reggio Calabria, Itália. Doutor em Direito e Políticas Públicas pela UNICEUB, em Brasília-DF, Brasil, com cursos de extensão em ESG, Inovação e Transformação Tecnológica pela Sorbonne, em Paris, França, e em Proteção de Dados e Inteligência Artificial pela Faculdade de Jurisprudência da Universidade Sapienza, em Roma, Itália. Mestre em Direito Público pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), no Rio Grande do Sul, Brasil. É membro consultor da Comissão Especial de Proteção de Dados do Conselho Federal da OAB, diretor do Serviço Social do Comércio (SESC), Administração Regional do Estado do Piauí, e conselheiro do Serviço de Apoio às Pequenas e Microempresas (SEBRAE), representando a Federação do Comércio do Estado do Piauí (FECOMERCIO).
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