
A Globo já não manda tanto no Ibope como antes. Desde 2019, a emissora perdeu mais de um terço do público na faixa das 21h. A comparação entre A Dona do Pedaço e o remake de Vale Tudo, exibido em 2025, mostrou o tamanho da queda: a novela de Walcyr Carrasco teve média de 36 pontos, enquanto a nova versão do clássico fechou com 23, mesmo com um respiro perto do fim, chegando a 30 pontos nos últimos capítulos.
Além da audiência fraca, Vale Tudo virou alvo de críticas. Mudanças no roteiro desagradaram parte do público, a atriz Taís Araújo reclamou do próprio personagem e nem a força da vilã Odete Roitman salvou a trama. O resultado comercial só não foi pior graças ao merchandising e ao barulho nas redes sociais, que ajudaram a reduzir o impacto negativo.
Para tentar virar o jogo, a Globo voltou a apostar em nomes conhecidos. Aguinaldo Silva, demitido em 2020, retornou ao horário nobre com Três Graças. Em 2026, a emissora também recoloca Walcyr Carrasco em cena com Quem Ama Cuida, produção que terá Letícia Colin e participação especial de Antônio Fagundes.
Mesmo com o encolhimento da audiência, o grupo continua forte no mercado publicitário oficial. No governo Lula, a Globo concentrou 49,4% dos gastos federais com propaganda na TV. Foram R$ 461,5 milhões neste terceiro mandato, já corrigidos pela inflação. No mesmo período do governo Bolsonaro, o montante havia sido de R$ 228,5 milhões, crescimento de 102%.
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