
O ministro Alexandre de Moraes negou de novo o pedido de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro. A defesa alegou recuperação recente de cirurgias e necessidade de cuidados médicos fora do presídio. Nada feito. O recado do STF foi direto: não mudou nada desde as decisões anteriores e não há “fato novo” que justifique aliviar o regime fechado.
O argumento central de Moraes foi que o quadro de saúde não piorou, pelo contrário, estaria melhor e que tudo o que os médicos prescreveram pode ser feito na Superintendência da PF. Na prática, o tribunal trata o tema só como questão processual e ignora o simbolismo de manter um ex-presidente recém-operado atrás das grades. Humanidade? Passou longe.
A defesa insistiu que as condições de saúde podem piorar na prisão e citou até precedentes, como o de Fernando Collor. Não adiantou. Moraes manteve a tese já repetida: risco de fuga, pena em aberto e nada que, na leitura dele, autorize flexibilização. O resultado é um Judiciário que prefere o caminho mais duro possível, mesmo quando existe margem para uma solução menos pesada.
O caso escancara o clima do momento: a Justiça não quer transmitir fraqueza e pisa fundo no acelerador. Se isso é equilíbrio ou excesso, o leitor julga. O fato é que o embate não é só jurídico; é político, é simbólico e pega em cheio um ex-mandatário idoso, recém-operado e no centro da maior disputa judicial do país.
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