
Há 23 anos, o mundo parou diante do horror de 11 de setembro de 2001, e eu, mesmo morando no interior do Ceará, não fui exceção. Naquele dia, a escola nos liberou mais cedo, e passei horas em frente a uma pequena TV de tubo de 14 polegadas, acompanhando o que parecia um pesadelo ao vivo. Os Estados Unidos, símbolo de poder e influência, estavam sob ataque, e isso chocou o mundo inteiro.
Lembro-me nitidamente de ver as imagens das torres gêmeas do World Trade Center em Nova York sendo atingidas por aviões sequestrados. Primeiro, às 8h46, a Torre Norte foi atingida, seguida pela Torre Sul às 9h03. Eu assistia, incrédulo, enquanto esses monumentos de vidro e aço desmoronavam diante de nossos olhos. Era impossível desviar o olhar, mesmo em meio ao choque e à incredulidade. Em Nova York, milhares de vidas foram perdidas naquele dia, e o caos que tomava as ruas parecia ecoar dentro de cada casa, inclusive na minha.
Além dos ataques em Nova York, outros dois aviões sequestrados também fizeram parte desse plano macabro. Um colidiu com o Pentágono, em Washington, matando mais 184 pessoas, enquanto um quarto voo, o Voo 93, caiu em um campo na Pensilvânia, depois que passageiros heróis tentaram impedir um ataque provavelmente direcionado à Casa Branca ou ao Capitólio. Eu assisti a tudo isso sem saber o que pensar, apenas sentindo a gravidade de um momento que mudaria o mundo para sempre.
A resposta dos Estados Unidos foi imediata. O então presidente George W. Bush declarou guerra ao terror, e, em outubro daquele ano, o país invadiu o Afeganistão em busca de Osama bin Laden, o líder da Al-Qaeda, grupo responsável pelos atentados. Aquela TV de tubo me mostrava o desenrolar de um novo capítulo na história mundial, e eu, mesmo jovem, sabia que estava testemunhando algo histórico.
Os desdobramentos do 11 de setembro foram profundos, não apenas para os EUA, mas para o mundo todo. Medidas de segurança mais rígidas foram implementadas, o conceito de vigilância foi ampliado, e a forma como todos nós passamos a enxergar o terrorismo mudou para sempre.
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