
O Jornal L’Osservatore Romano foi publicado pela primeira vez em 1 de julho de 1861 e, pelas suas páginas, passaram mais de 150 anos de história. Jornal diário político-religioso, como recita o subtítulo do cabeçalho, enfrentou ao longo do tempo profundas transformações para responder melhor às expectativas dos Pontífices que se seguiram no sólio de Pedro. A dimensão universal, o encontro entre fé e razão, a amizade com as mulheres e os homens de hoje são as diretrizes que o jornal vaticano exprime ao apresentar, com carácter documentário e, ao mesmo tempo, jornalístico, todos os textos pontifícios e os documentos da Santa Sé, em italiano e na língua em que foram pronunciados ou escritos, acompanhando, com uma informação completa e escrupulosa, a vida internacional, os debates culturais e as vicissitudes da Igreja em todos os continentes, com particular atenção ao ecumenismo e ao diálogo com as religiões. A edição diária é publicada seis vezes por semana (excluído o domingo) e pode ser encontrada nos quiosques das principais cidades italianas ou requerida por assinatura.
Jesus vence as ideologias que impedem de ouvir a verdade, diz Leão XIV
O papa Leão XIV pediu, no Ângelus, que, neste tempo do Advento, se una “a espera do Salvador à atenção ao que Deus faz no mundo” para poder “experimentar a alegria da liberdade”. O papa rezou da varanda de seu escritório privado no Palácio Apostólico e assegurou que Jesus “vence as ideologias que impedem de ouvir a verdade”.
“Na verdade, é Cristo quem abre os olhos do homem à glória de Deus. Ele dá voz aos oprimidos, silenciados pela violência e pelo ódio”, disse. “Ele cura das aparências que deformam o corpo. Assim, o Verbo da vida nos redime do mal, que conduz o coração à morte”, afirmou Leão XIV. O papa se referiu ao evangelho do dia, que apresenta uma cena na prisão a partir da qual João Batista “manda perguntar-lhe: ‘És Tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?’”.
Leão XIV disse que Cristo anuncia quem é “por meio de suas ações”, o que é “para todos nós um sinal de salvação”. De fato, continuou o papa, quando se encontra Jesus, “a vida sem luz, sem palavra e sem sabor reencontra sentido: os cegos veem, os mudos falam, os surdos ouvem”. “Até os mortos, totalmente insensíveis, voltam à vida. Este é o Evangelho de Jesus, a boa nova anunciada aos pobres”, sublinhou.
O papa lembrou que “a palavra de Jesus nos liberta da prisão do desconforto e do sofrimento: todas as profecias encontram n’Ele o esperado cumprimento”. Também enfatizou que, “como discípulos do Senhor, somos chamados, neste tempo de Advento, a unir a espera do Salvador à atenção ao que Deus faz no mundo”. “Poderemos, então, experimentar a alegria da liberdade que encontra o seu Salvador”, disse.
Esta matéria foi escrita por Victoria Cardiel, em https://www.acidigital.com/ , Cardiel também é vaticanista (Jornalistas que cobrem o Vaticano e a Santa Sé assim são chamados). Jornalista especializada em temas de informação social e religiosa, desde 2013 ela cobre o Vaticano para vários veículos, como a agência de notícias espanhola Europa Press e o semanário Alfa y Ômega, da arquidiocese de Madri (Espanha).
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