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Brasil: o país onde “Paz” é sinônimo de morte

O Brasil é um dos 10 países mais perigosos do mundo em 2025

13/12/2025 às 05h06 Atualizada em 13/12/2025 às 09h57
Por: Douglas Ferreira
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Não demorou para o Brasil figurar entre os 10 mais violentos do mundo - Foto: Imagem gerada por IA
Não demorou para o Brasil figurar entre os 10 mais violentos do mundo - Foto: Imagem gerada por IA

Ouviu isso, não ouviu? Parece o tipo de manchete que você esperaria de uma nação em guerra. Ou de um Estado falido, arruinado por anos de conflitos armados e destruição incessante. Porém, adivinhe? Não estamos falando de Siria, Afeganistão ou Ucrânia, mas sim do Brasil, o país do samba, das praias paradisíacas e da eterna promessa de "futuro". Se isso não fosse trágico, seria comédia.

Não se engane, em pleno 2025, a violência no Brasil não está em “guerra”. Está, na verdade, em uma "paz" peculiar. Uma paz onde o índice de homicídios supera os confrontos de guerra de países dilacerados por bombardeios e balas perdidas. Um Brasil onde, em alguns lugares, a morte é mais comum que o nascer do sol. Onde, em vez de soldados e tanques, o que reina são facções criminosas e uma força policial sobrecarregada que, para resolver os problemas, aposta na velha fórmula: “fuzila primeiro, para não morrer depois”.

Guerra? Não, aqui é só a realidade brasileira. 

Em 2025, o Brasil é o 7º país mais perigoso do mundo, superando lugares que estão em guerra. Isso mesmo, o Brasil está na frente de países como a Rússia e a Ucrânia, cujos cidadãos têm acordado todas as manhãs sob o som de bombas, mísseis e sirenes. E nós? Aqui, acordamos sob o som de tiros, gritos e o roçar das lâminas de facções disputando territórios como se fossem jogadores de War — mas no nosso caso, é de vida ou morte. É uma guerra de facções, camuflada pelo cinismo de uma política pública que se orgulha de "reduzir" os números — mas que, no fundo, não reduz nada.

Como explicar isso? Como um país pode ser mais violento que uma zona de guerra sem estar em guerra? Não estamos falando de um evento extraordinário, uma única tragédia isolada. Estamos falando de um sistema, de uma cultura de violência normalizada. Em 2025, o Brasil tem mais mortes por violência do que as bombas da Ucrânia. E isso é completamente aceitável no país do "jeitinho". Que jeitinho, hein?

Quem são os vilões aqui?

Em uma guerra, é fácil identificar os vilões. Invasores, ditadores, regimes autoritários... Mas no Brasil, o vilão é um sistema que produz mais mortes do que um campo de batalha, sem necessidade de um único míssil. É um sistema criminoso com facções que, ao invés de metralhadoras, usam fuzis de grosso calibre e, ao invés de tanques, usam favelas como trincheiras.

Então, quem é o responsável? O governo? A sociedade? O sistema de segurança pública? Todos eles, claro. Mas, vamos ser sinceros: não basta fazer operação de "guerra" se o resto do sistema está infectado pela corrupção e pela omissão.

O governo brasileiro, por exemplo, continua a repetir o velho e batido “culpamos os governos passados”, enquanto a situação piora a cada dia. É como se, em plena guerra mundial, um soldado dissesse: "Pô, mas a culpa é do general da guerra anterior." Como se não houvesse uma responsabilidade no presente. Quem manda agora? Quem pode parar a guerra? E por que ela ainda acontece? O Brasil se tornou uma espécie de campeão mundial em “economia de violência”. Quanto mais se mata, mais se “economiza” nos custos com a educação e segurança pública.

Por que, em tempos de paz, o Brasil morre mais que em uma zona de guerra?

É fácil responder: aqui, não temos guerra, temos uma guerra civil escondida. E a narrativa que o governo tenta vender é que o “número de mortes caiu”. Mas, sinceramente, quem é que acredita nesse papo furado? A violência está aqui, nas ruas, nas escolas, nas periferias, no coração das grandes metrópoles. Ela está, literalmente, nos nossos arredores. Mas, por algum motivo, o governo ainda acredita que números são mágicos — números que desmentem a realidade de quem mora na violência diariamente.

Os brasileiros não são cidadãos da guerra, são cidadãos de um grande experimento social que deu errado. E ninguém parece realmente se importar com isso. O país tem facções mais organizadas que o próprio governo. Tem grupos armados controlando mais territórios do que o exército, e a polícia, para variar, nunca é "suficiente" para controlar a situação.

Os múltiplos fatores da violência no Brasil - Foto: Reprodução

Que narrativa o governo tenta vender?

Ah, a velha história: “a violência é culpa do passado”. Uma narrativa que o país se acostumou a engolir. Mas, quer saber o que é mais absurdo? A violência não tem só culpado no passado. Ela é alimentada pelo presente, pelos modelos de segurança pública ineficazes, pelas políticas públicas que não funcionam e, principalmente, pela corrupção endêmica que perpetua esse ciclo de morte.

Vamos dar crédito ao governo: em um país onde facções criminosas têm mais poder do que muitos governos locais, em que cidadãos morrem por um celular ou por um par de tênis, seria, no mínimo, decepcionante esperar um progresso. Mas não: o governo continua fingindo que os números estão “melhorando”, como se qualquer um de nós morasse em um paraíso seguro e distante.

Comparando com os países "em guerra"

O mais engraçado nisso tudo é que o Brasil não está em guerra formal, mas se comporta como se estivesse, sem as benesses da ajuda internacional e sem os direitos que um país em guerra deveria ter, como ajuda humanitária. Estamos em um estado de guerra contínuo, onde a violência é a principal moeda circulante. E, pior, somos considerados um país “em paz” — só que morre mais gente aqui do que na Síria, na Ucrânia ou na Palestina, onde a guerra é explícita e oficial.

Ah, e não se esqueça de que em 2025, o Brasil ocupa a 7ª posição, à frente da Rússia e da Ucrânia. Parabéns, Brasil, a paz de mentira!

Conclusão:

Enquanto o governo tenta vender a ideia de que está tudo bem, em um grande teatro de narrativas de números maquiados e discursos vazios, a realidade é outra. A morte continua. O Brasil é o palco onde facções e armas de fogo assumem o protagonismo, e a verdadeira guerra não é entre nações, mas entre cidadãos e a própria estrutura do Estado.

Então, meu amigo, no Brasil de 2025, não estamos em uma “guerra” clássica, mas vivemos um eterno conflito civil, onde quem paga o preço não são apenas os mortos, mas a alma do próprio país. O resto, bom, o resto é só ficção política e pós-verdade.

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