
O Brasil registrou cerca de 25 milhões de apostadores ativos entre janeiro e setembro de 2025, o equivalente a 12% da população, segundo dados do Ministério da Fazenda obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. O levantamento revela o rápido avanço das apostas esportivas no país, já consolidado como um mercado de massa.
Nesse período, as casas de apostas movimentaram R$ 27,7 bilhões em receita bruta (GGR), valor calculado a partir do total apostado menos os prêmios pagos aos jogadores. O perfil dos apostadores é majoritariamente masculino: 68% homens e 32% mulheres, o que reforça a popularidade do setor sobretudo entre o público masculino adulto.
Com a arrecadação federal chegando a R$ 3,3 bilhões, os recursos foram distribuídos a várias áreas. O esporte recebeu a maior fatia, com R$ 1,2 bilhão, seguido do Turismo (R$ 953 milhões) e da Segurança Pública (R$ 461 milhões). Também houve repasses para Seguridade Social, Educação, Saúde e outros fundos públicos.
Os números surgem em meio à regulamentação das apostas esportivas no Brasil e ao endurecimento das regras para o setor. O governo tem ampliado o monitoramento das plataformas, debatido novas formas de taxação e alertado para os impactos sociais, como a redução do orçamento de famílias que passaram a gastar parte da renda básica com apostas.
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