
A morte da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, encontrada carbonizada em um quartel no Distrito Federal, está sendo investigada como feminicídio pela Polícia Civil. O crime ocorreu na sexta-feira (5), no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, no Setor Militar Urbano, em Brasília. O soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, confessou o assassinato e foi preso no Batalhão da Polícia do Exército.
De acordo com a investigação, os dois teriam discutido no espaço onde funciona a banda do quartel, da qual Maria de Lourdes fazia parte como saxofonista. O suspeito afirmou que golpeou a militar no pescoço com uma faca após a discussão e, em seguida, incendiou o local. O Corpo de Bombeiros informou que havia grande quantidade de material combustível na área onde o corpo foi encontrado.
Segundo a Polícia Civil, o soldado não possuía antecedentes criminais e responderá por feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual. A pena pode chegar a mais de 40 anos de prisão. O Exército informou que ele foi preso em flagrante após a confissão, que foi instaurado um Inquérito Policial Militar e que o autor confesso deverá ser excluído da corporação.
O assassinato ocorre em meio a uma sequência de casos graves de feminicídio registrados no país nas últimas semanas. Episódios semelhantes foram registrados no Rio de Janeiro, São Paulo e Recife, envolvendo ex-companheiros e ataques violentos contra mulheres. Diante da escalada da violência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que é necessário o engajamento dos homens para enfrentar a cultura de agressões e crimes de gênero no Brasil.
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