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Megaoperação mira fraude bilionária no setor de combustíveis

Grupo Refit é alvo de ação que apura esquema de sonegação, lavagem de dinheiro e prejuízo de R$ 26 bilhões ao poder público

27/11/2025 às 11h38 Atualizada em 30/11/2025 às 10h51
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou nesta quinta-feira (27) uma megaoperação interestadual contra o Grupo Refit, empresa do setor de combustíveis suspeita de causar um prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres públicos. A ação, batizada de Operação Poço de Lobato, é direcionada a 190 pessoas e empresas vinculadas ao grupo, investigadas por participação em organização criminosa, crimes contra a ordem econômica e tributária, além de lavagem de dinheiro.

Segundo o MPSP, o Refit atua em praticamente todo o país e figura entre os maiores devedores de ICMS do estado de São Paulo e de tributos federais no Brasil. A operação mobilizou 621 agentes de segurança para cumprir 126 mandados de busca e apreensão em seis estados e no Distrito Federal. A investigação é conduzida pelo CIRA-SP, com apoio da Receita Federal e da Procuradoria da Fazenda Nacional, e apura um suposto esquema estruturado de fraude fiscal envolvendo sócios, diretores e administradores.

As apurações indicam que o grupo teria simulado operações interestaduais, utilizado empresas laranja e criado estruturas societárias complexas para ocultar os verdadeiros responsáveis pela sonegação. Apenas em São Paulo, a fraude teria causado um prejuízo superior a R$ 9 bilhões entre 2007 e 2024. A Receita também identificou movimentação financeira superior a R$ 70 bilhões em um único ano, utilizando fundos de investimento, offshores e uma exportadora no exterior para blindagem de lucros.

O Ministério Público afirma que os recursos obtidos ilegalmente foram reinvestidos em uma rede sofisticada de empresas, holdings e instituições de pagamento, com apoio de administradoras e gestoras financeiras. Além dos mandados de busca, a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 8,9 bilhões dos investigados. Em paralelo, a Procuradoria da Fazenda Nacional busca na Justiça Federal a indisponibilidade de mais R$ 1,2 bilhão vinculados ao grupo. O espaço segue aberto para manifestação do Grupo Refit.

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