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Brasil OPINIÃO

Um país que comemora gás de graça não está avançando, está confessando fracasso

O “Gás do Povo” virou símbolo de um Brasil que mantém milhões dependentes do Estado em vez de criar condições para que se libertem da pobreza

25/11/2025 às 10h05 Atualizada em 26/11/2025 às 22h28
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O Piauí começou nesta segunda-feira (25) a distribuir botijões de gás de graça para mais de 450 mil famílias. Pode mudar o nome, o slogan bonitinho e as cores da propaganda: continua sendo o velho assistencialismo brasileiro, fantasiado de modernidade. Depois de décadas de governos de esquerda, especialmente do PT, o Estado ainda acha normal “dar” até o fogo. Literalmente. O fogo, que foi símbolo de autonomia humana desde a pré-história, virou benefício estatal em pleno século XXI. Se isso não é um retrato da falência institucional brasileira, não sei o que é.

O tal “Gás do Povo” entra no lugar do antigo Auxílio Gás, que já era constrangedor. Agora, em vez de repassar dinheiro, o governo entrega o botijão direto na mão do beneficiado, como se isso representasse avanço social. É só mais controle sobre a vida de quem já depende demais do Estado. Em 2025, o Brasil ainda precisa comemorar a distribuição de gás porque milhões de famílias não conseguem comprar um item básico de sobrevivência. Não existe vergonha maior para um país que insiste em se vender como moderno, competitivo e produtivo.

A propaganda oficial tenta dourar a pílula com as mesmas frases de sempre: “famílias vulneráveis”, “CadÚnico”, “revendas credenciadas”, “programa inovador”. Mas o que esse cenário expõe é gigantesco: décadas criando dependência permanente, em vez de abrir caminho para emprego, renda, liberdade econômica e crescimento real. O povo continua preso à máquina estatal que promete inclusão, mas entrega só a manutenção da miséria conveniente.

E quando o Estado assume até a tarefa de garantir o fogo, ele admite que falhou antes em tudo: educação, segurança, emprego, renda, desenvolvimento. Botijão de graça não é vitória. É diagnóstico. É a prova viva de que seguimos governados por uma mentalidade que prefere distribuir esmola a libertar cidadãos. O Brasil só será grande quando o governo parar de “dar coisas” e começar a permitir que as pessoas conquistem por si mesmas (facilitando a vida do cidadão, como a diminuição de impostos). Até lá, vamos seguir celebrando botijões enquanto apagamos, dia após dia, a chama da autonomia.

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Sobre Wagner Albuquerque é um jornalista multifacetado, com uma carreira marcada por passagens expressivas pela Band, onde atuou como editor, produtor, repórter e apresentador. Ao longo de sua trajetória, também esteve à frente da Direção de Jornalismo em diversos portais de destaque, sempre pautado pela ética e pela busca da informação de qualidade. Atualmente, é apresentador da TV Lupa1 e jornalista no portal Gazeta Hora1, onde se destaca pela credibilidade, visão analítica e compromisso com a relevância dos fatos que impactam o dia a dia do público.
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