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Piauí e Ceará vivem presos ao atraso mesmo com enorme potencial

Décadas de hegemonia política, dependência do Estado e foco assistencialista travam o crescimento dos dois estados

24/11/2025 às 07h45 Atualizada em 26/11/2025 às 22h27
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem: Reprodução
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O Piauí e o Ceará são dois estados com tudo para estar em outro patamar econômico: localização estratégica, bons portos, potencial energético gigantesco, universidades fortes, capacidade agrícola enorme e um mercado interno que cresce ano após ano. Mesmo assim, seguem patinando nos piores índices de PIB per capita do país. Em 2023, o Ceará ficou no 24º lugar, enquanto o Piauí caiu para o 25º. É o retrato claro de que o potencial existe, mas não vira renda para a população.

O problema não é de hoje. Há décadas, tanto o Ceará quanto o Piauí convivem com um modelo político concentrado, dominado majoritariamente por gestores ligados à esquerda e ao PT. São governos que priorizam políticas assistencialistas, ampliam dependência de programas federais e, muitas vezes, deixam de lado reformas estruturais que poderiam destravar o setor produtivo. Enquanto isso, estados menores, com menos recursos naturais, conseguem avançar mais rápido com políticas de incentivo a investimentos privados e melhoria real da produtividade.

Outra trava importante é a mentalidade que se criou ao longo dos anos. Em vez de estimular a cultura empreendedora, a independência econômica e a inovação, ainda prevalece a lógica do “Estado provedor”. Isso se reflete em salários baixos, produtividade estagnada, pouca diversificação industrial e uma população que depende demais das decisões políticas e de ciclos eleitorais, para ver qualquer mudança concreta na economia.

Mesmo com avanços pontuais, como crescimento do PIB acima da média nacional ou investimentos em energia limpa, a verdade é simples: Piauí e Ceará crescem, mas crescem menos do que poderiam. Enquanto não houver uma mudança profunda política, econômica e cultural, esses dois estados vão continuar no mesmo lugar: ricos em potencial, pobres em resultado. Se o futuro vai ser diferente, depende de romper esse ciclo que já dura décadas.

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Sobre Wagner Albuquerque é um jornalista multifacetado, com uma carreira marcada por passagens expressivas pela Band, onde atuou como editor, produtor, repórter e apresentador. Ao longo de sua trajetória, também esteve à frente da Direção de Jornalismo em diversos portais de destaque, sempre pautado pela ética e pela busca da informação de qualidade. Atualmente, é apresentador da TV Lupa1 e jornalista no portal Gazeta Hora1, onde se destaca pela credibilidade, visão analítica e compromisso com a relevância dos fatos que impactam o dia a dia do público.
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