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Lula escolhe Jorge Messias para o STF

Advogado-geral da União terá de enfrentar sabatina difícil no Senado e disputa interna por espaço político

20/11/2025 às 15h59 Atualizada em 22/11/2025 às 12h06
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta quinta-feira (20), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. Considerado homem de confiança do petista, Messias era o favorito dentro do governo e superou outros nomes cogitados, como o senador Rodrigo Pacheco e o ministro do TCU Bruno Dantas. Agora, ele precisará passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e obter ao menos 41 votos no plenário do Senado para assumir o cargo.

A escolha reforça a estratégia de Lula de consolidar sua influência no STF durante o terceiro mandato. Depois de nomear Cristiano Zanin e Flávio Dino, Messias se torna o terceiro indicado do governo, apesar da pressão de setores da base por uma mulher na vaga. Para amenizar as críticas, o Planalto estuda indicar uma mulher para o comando da Advocacia-Geral da União, com nomes como Anelize Almeida, Clarice Calixto e Isadora Cartaxo sendo cotados internamente.

Nos bastidores, a decisão gerou insatisfação entre aliados. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, defendido publicamente por Davi Alcolumbre para o STF, não escondeu a frustração. Lula apostava no senador para disputar o governo de Minas Gerais em 2026, mas Pacheco sinalizou que pretende deixar a vida pública no fim do mandato, o que deve atrapalhar os planos do Planalto no segundo maior colégio eleitoral do país.

Aos 45 anos, Messias pode permanecer no Supremo por até 30 anos. Pernambucano, ele tem longa trajetória no serviço público e mantém relação próxima com Lula desde o governo Dilma. No comando da AGU desde 2023, ganhou destaque por defender a regulação das redes sociais e criar a Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia, responsável por ações contra conteúdos considerados desinformação. Agora, seu nome segue para o crivo dos senadores, que terão a palavra final sobre a nova composição da mais alta corte do país.

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