
A Petrobras abriu uma investigação após o grupo hacker Everest anunciar o roubo de 90 GB de dados ligados à companhia. O ataque, segundo os criminosos, teria ocorrido por meio das credenciais da SA Exploration, empresa contratada para serviços sísmicos. Os hackers divulgaram na Dark Web detalhes técnicos sobre o material obtido e ativaram um contador exigindo que um representante das empresas entre em contato. A estatal nega que seus próprios sistemas tenham sido invadidos.
O pacote divulgado inclui coordenadas de navios, posições de equipamentos, relatórios de controle de qualidade e documentos técnicos usados nas pesquisas sísmicas. Parte desses arquivos estaria relacionada à Bacia de Campos, área onde a Petrobras anunciou, no mesmo dia, uma nova descoberta de petróleo. O Everest afirma que a divulgação antecipada desses dados poderia causar prejuízos financeiros e permitir que concorrentes replicassem métodos estratégicos da estatal.
Em contato com veículos especializados, o grupo afirmou ter acessado os sistemas por meio de credenciais comprometidas, sugerindo um ataque de credential stuffing. Eles dizem não ter criptografado os dados e não revelaram valores para eventual resgate, alegando que nenhuma das empresas os procurou até o momento. Também evitaram detalhar as diferenças entre os pacotes atribuídos à Petrobras e à SA Exploration, dizendo apenas que os volumes são distintos.
A Petrobras, em nota oficial, reforçou que não houve invasão a seus sistemas internos e que as informações sensíveis continuam protegidas. A companhia afirmou que acompanha o caso junto à fornecedora e reforça os protocolos de segurança. Especialistas apontam que a coincidência com o anúncio de petróleo na Bacia de Campos não indica ligação direta, e que a referência à região pode ter sido usada pelos hackers para aumentar a pressão e chamar mais atenção ao vazamento.
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