
Palavras-chave: Vila Kennedy, Comando Vermelho, facções criminosas, escolas ocupadas, Rio de Janeiro, Meruoca, Elmano de Freitas, segurança pública, tráfico, escudo humano, operação policial
Não resta dúvida: o modus operandi das facções criminosas no Brasil se aproxima perigosamente das práticas do grupo terrorista Hamas. A lógica é a mesma: usar a comunidade como escudo humano, transformar escolas em depósitos de drogas e engajar civis — especialmente os mais vulneráveis — como proteção involuntária de arsenais ilegais.
A mais recente operação da polícia do Rio de Janeiro, na Vila Kennedy, escancara essa realidade. Drogas escondidas dentro de uma escola, crianças que estudam ao lado de fuzis, diretores que sabem e nada podem fazer, famílias acuadas e o Estado — quando aparece — chega tarde, chega pouco e sai rápido demais.
Porque todos são reféns.
No Rio, no Ceará, em pequenos municípios do Maranhão, no Piauí e em praticamente todo o mapa das cidades brasileiras.
Negar guarida ao tráfico pode significar pena de morte sem direito a recurso.
E a regra é simples: denunciar é morrer.
Moradores sabem disso, diretores de escolas sabem disso, professores sabem disso, estudantes sabem disso. O silêncio não é omissão — é sobrevivência.
Durante a nova fase da Operação Contenção, a Polícia Civil e a Polícia Militar encontraram grande quantidade de drogas dentro de uma escola pública.
O governador Cláudio Castro foi direto:
“Usam crianças como escudo e educação como esconderijo.”
A ação terminou com dois criminosos mortos, oito presos, apreensão de dois fuzis e uma pistola.
E deixa claro que as escolas, em áreas dominadas pelo Comando Vermelho, deixaram de ser espaços de ensino para se tornarem extensões logísticas da facção.
A situação não é isolada.
No Ceará, o prefeito e um secretário de Meruoca simplesmente foram escorraçados do município, forçados a abandonar a cidade supostamente pelo Comando Vermelho.
Resultado?
Cidade acéfala;
gestão paralisada;
população à mercê;
crime no comando.
E aí surgem as perguntas incômodas que ninguém nas instituições parece disposto a responder:
Onde está a Assembleia Legislativa do Ceará?
E a OAB?
E o Ministério Público?
E o governador Elmano de Freitas? Governa o quê? Governa quem?
Se o prefeito não manda na prefeitura e o governador não controla o próprio Estado, quem governa?
A resposta é amarga: as facções.
A Operação Contenção ainda prendeu Cosme Rogério Ferreira Dias, o “Mentor de Barricadas”, responsável pela parte financeira do Comando Vermelho.
E onde ele morava?
Em condomínio de luxo, no Recreio dos Bandeirantes.
Enquanto escolas públicas viram depósitos de drogas e comunidades vivem sob toque de recolher, os chefes do crime vivem como empresários bem-sucedidos.
O Brasil vive um processo de libanização silenciosa, onde zonas controladas por facções funcionam como microestados paralelos: com leis próprias, tribunais próprios, punições próprias e economia própria.
E enquanto isso, políticos preferem discursos ideológicos, autoridades se escondem atrás de notas oficiais e governadores fingem governar.
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