
Vou falar sem enrolar. A Argentina está dando sinais claros de que, depois de anos de desastre econômico provocado pela velha cartilha da esquerda peronista, finalmente entrou nos trilhos. Os números da inflação de outubro, 2,3% no mês e 31,3% no acumulado anual, mostram um processo de desaceleração que parecia impossível há pouco tempo. E não é milagre, não é sorte e não é narrativa. É consequência direta das medidas duras, impopulares e necessárias que Javier Milei teve coragem de tomar logo no começo do governo.
Olho para o cenário argentino e vejo algo que muita gente não quer admitir. Em pouquíssimo tempo, Milei reorganizou o caos deixado por décadas de controles, gastos sem limite, impressão de dinheiro e intervencionismo estatal. E veja, não estou dizendo que o país virou uma Suíça da noite para a dia. Mas a direção mudou, e isso, para qualquer economia que vinha derretendo há anos, já é uma vitória gigantesca. Nos últimos meses, áreas tradicionalmente pesadas no bolso da população, como transporte e energia, começaram a avançar de forma mais controlada, dentro de um plano realista e transparente.
O mais interessante é que a estabilização não veio acompanhada daquela velha mania de empurrar o problema para frente. Pelo contrário. Milei fez exatamente o que governos anteriores fugiram de fazer. Cortou na carne, enfrentou corporações e encarou o déficit fiscal sem maquiagem. E por mais que a oposição tente vender isso como radicalismo, a única radicalidade real foi a irresponsabilidade que reinou por décadas antes dele. O resultado aparece agora, com a inflação recuando, a expectativa melhorando e investidores voltando a olhar para a Argentina sem rir ou fugir.
Quando vejo esse começo de reviravolta, fica evidente o contraste. Enquanto o país passou anos sendo castigado por populismo, protecionismo e um Estado gigante que consumia tudo e devolvia pouco, Milei está reconstruindo as bases de um país funcional. Não é um processo indolor, nem simples, nem rápido. Mas é o que finalmente devolve rumo, credibilidade e esperança a uma economia que estava condenada a repetir para sempre os mesmos erros.
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