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Internacional ESQUERDA HIPÓCRITA

China caça apps LGBT e escancara o silêncio seletivo da esquerda ocidental

Regime comunista censura namoro entre gays enquanto vira queridinho de progressistas que atacam justamente o país que virou berço do movimento LGBTQIAP+

14/11/2025 às 08h05 Atualizada em 16/11/2025 às 09h34
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem: Reprodução
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A China mandou remover das lojas da Apple e de sistemas Android dois dos principais aplicativos de namoro voltados ao público LGBT, o Blued e o Finka, por ordem direta da Administração do Ciberespaço da China (ACC). As plataformas desapareceram das lojas digitais no território chinês, embora ainda funcionem em celulares onde já estavam instaladas e mantenham versões acessíveis em outros países. A medida se soma a uma série de restrições contra espaços digitais de convivência da comunidade LGBT no país, que já vinha sofrendo mais censura e vigilância nos últimos anos. 

Blued e Finka, controlados por uma empresa sediada em Hong Kong, eram considerados pilares da sociabilidade entre gays e bissexuais na China, em um ambiente em que a homossexualidade deixou de ser crime em 1997, mas o casamento entre pessoas do mesmo sexo continua proibido. Eventos como a ShanghaiPride foram interrompidos e grupos de ativismo LGBT vêm sendo fechados ou empurrados para a clandestinidade. Não é a primeira investida: em 2022, o Grindr já havia sido removido de lojas de aplicativos no país sob o pretexto de “campanhas de limpeza” de conteúdo considerado sensível. 

Enquanto isso, parte da esquerda ocidental segue tratando a ditadura comunista chinesa como modelo de “modernidade” e “progresso”, fechando os olhos para a perseguição explícita à diversidade que tanto diz defender. É o mesmo grupo que não perde a chance de demonizar os Estados Unidos, justamente o país onde nasceram marcos centrais do movimento LGBTQIA+, como a revolta de Stonewall, em Nova York, em 1969, ponto de virada para a luta por direitos civis de gays, lésbicas e pessoas trans no mundo inteiro.  

O contraste é escancarado: o regime que muitos progressistas exaltam não tolera nem aplicativos de namoro entre adultos consentindo em privado, enquanto o país que mais odeiam virou referência histórica e simbólica da própria comunidade que dizem defender. A cada nova onda de censura de Pequim contra espaços LGBT, fica mais difícil sustentar o discurso de “defesa da diversidade” ao mesmo tempo em que se passa pano para uma ditadura que sufoca justamente essa diversidade. A hipocrisia não está nos fatos, está em quem escolhe ignorá-los.

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Sobre Wagner Albuquerque é um jornalista multifacetado, com uma carreira marcada por passagens expressivas pela Band, onde atuou como editor, produtor, repórter e apresentador. Ao longo de sua trajetória, também esteve à frente da Direção de Jornalismo em diversos portais de destaque, sempre pautado pela ética e pela busca da informação de qualidade. Atualmente, é apresentador da TV Lupa1 e jornalista no portal Gazeta Hora1, onde se destaca pela credibilidade, visão analítica e compromisso com a relevância dos fatos que impactam o dia a dia do público.
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