
A criminalidade no Brasil ultrapassou qualquer limite de ousadia. A cada nova ação, os criminosos chocam vítimas, sociedade e autoridades. O episódio registrado nesta quarta-feira (12/11), em São Paulo, parece cena de um filme de guerra urbana — mas é a realidade.
Um motorista de caminhão foi sequestrado, mantido refém e obrigado a atravessar o veículo no Rodoanel Mário Covas, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana. Pior: os assaltantes amarraram fios e um simulacro de bomba ao corpo da vítima, que passou quatro horas em desespero até ser resgatada pelo GATE — o Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar.
Ao ser libertado, o motorista desmaiou e caiu da cabine, após o trauma e a tensão. O artefato foi confirmado como uma bomba caseira, e o caso mobilizou dezenas de agentes, inclusive um helicóptero Águia da PM.
Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), três homens fugiram após obrigar o motorista a parar e deixar o caminhão atravessado na rodovia. O episódio foi classificado como de “criticidade alta”.
O veículo — pertencente à empresa Sitrex, especializada em logística internacional e transporte de cargas entre Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Chile — ficou atravessado na pista por horas, provocando mais de 20 quilômetros de congestionamento.
A pergunta que paira no ar é inevitável: quem são esses criminosos? São integrantes de facções? Por que usaram um dispositivo explosivo? Foi um roubo, um ataque orquestrado, ou um teste para ações maiores?
Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia investiga se o crime tem ligação com o tráfico internacional ou com facções que atuam em roubos de cargas na Grande São Paulo.
O caso escancara o grau de profissionalismo e crueldade que o crime organizado alcançou no país — e reforça uma sensação alarmante: a de que o Brasil está vivendo uma escalada de violência que desafia até as forças de segurança mais preparadas.
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