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Saúde SAÚDE

Após metanol em bebidas, governo mira whey falso vendido na internet

Ministério da Justiça manda plataformas suspenderem marca suspeita após denúncia de adulteração

11/11/2025 às 08h06 Atualizada em 12/11/2025 às 09h05
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Após uma onda de apreensões e denúncias sobre suplementos adulterados, o Ministério da Justiça decidiu agir. A Secretaria Nacional do Consumidor notificou, nesta segunda (10/11), grandes plataformas como Amazon, Magazine Luiza, Mercado Livre e Shopee para suspender imediatamente as vendas do whey protein da marca “Whey Gourmet”, suspeito de falsificação.

A medida foi tomada depois de uma denúncia do deputado Felipe Carreras (PSB-PE), que alertou em audiência pública na Câmara sobre o risco à saúde. Segundo ele, mesmo após operações de fiscalização, produtos adulterados continuavam sendo vendidos livremente em grandes sites, colocando consumidores em perigo.

O alerta ganhou força no momento em que o país ainda lida com casos de bebidas contaminadas por metanol. Para o Ministério da Justiça, a suspensão é necessária para evitar que suplementos sem controle de origem e sem registro sanitário continuem circulando no mercado.

A preocupação não é à toa. Em setembro, a Polícia Civil de Americana (SP) apreendeu quatro toneladas de suplementos falsificados, incluindo whey protein e creatina. A investigação revelou rótulos falsos, reembalagens improvisadas e produção totalmente fora das normas da Vigilância Sanitária — um esquema que ampliou a desconfiança sobre produtos vendidos online e levou o governo a reforçar a fiscalização.

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