
O que o secretário do Tesouro realmente diz, ao insinuar novas medidas de arrecadação, é que o governo continuará sua incansável jornada de "taxação". A pergunta que não cala é: como pode um governo que bate recordes de arrecadação mês após mês ainda enfrentar déficits bilionários? O Brasil arrecada como nunca, mas gasta mais rápido do que o dinheiro entra. Seria este um governo perdulário, que não consegue equilibrar suas contas, mesmo com a máquina arrecadatória trabalhando a todo vapor?
Em julho, o governo federal registrou um déficit de R$ 9,3 bilhões, uma melhora em relação ao rombo do ano passado, que foi de R$ 35,9 bilhões. Apesar disso, a conta ainda não fecha. E como se resolve esse problema? Mais uma vez, o governo parece recorrer à velha tática de aumentar impostos, um caminho que já está saturando tanto as empresas quanto a população. Até quando essa estratégia será viável? A insistência em elevar alíquotas pode, em breve, inviabilizar a capacidade do Estado de continuar gerando receita, à medida que esgota o bolso dos contribuintes.
No acumulado de 2024, o déficit já alcança impressionantes R$ 77,8 bilhões, um número que o governo tenta reduzir a todo custo. A questão é: a que custo? O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, já indicou que novas medidas de arrecadação estão prontas para serem acionadas, caso seja necessário. O estilo "taxação" de Fernando Haddad continua sendo a principal ferramenta do governo para tentar alcançar a meta de déficit zero em 2024.
Mas até quando a política de arrecadar mais e gastar ainda mais vai sustentar essa economia fragilizada? O alerta está aceso: quanto mais o governo pressiona a máquina tributária, maior o risco de travar o crescimento econômico. A verdadeira pergunta que fica é: onde estão as políticas de contenção de despesas e reformas estruturais, que realmente poderiam mudar o jogo?
ESCALA 6X1 Presidente da CNI defende que Senado discuta modernização trabalhista à exaustão
AUMENTANDO DÍVIDAS? Dia após o jogo?
OPERAÇÃO MIRAGEM Digimais: os CDBs cresceram 1.130%. Mas de onde veio tanto dinheiro?
POLÍCIA FEDERAL Digimais e Master: bancos diferentes, roteiro parecido?
INDÚSTRIA AUTOMOTIVA Adeus aos ingleses: Jaguar Land Rover fecha fábrica e muda mapa da indústria automotiva
RESTITUIÇÃO Receita libera consulta ao IR e paga 2º lote no fim de junho
INDUSTRIA FIEPI e sindicatos da indústria piauiense participam de encontro com pré-candidatos à Presidência
COMÉRCIO EXTERIOR Tarifas dos EUA: governo Lula admite dificuldade para evitar novas sobretaxas
RANKING MUNDIAL Brasil cai no ranking de competitividade: desemprego baixo não esconde problemas estruturais Mín. 23° Máx. 32°