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Economia MAIS TAXAÇÃO?

Governo Lula: Arrecadação recorde, mas deficit fiscal ainda bilionário

Em julho, o governo federal registrou um déficit de R$ 9,3 bilhões, uma melhora em relação ao rombo do ano passado, que foi de R$ 35,9 bilhões

06/09/2024 às 08h23 Atualizada em 06/09/2024 às 08h43
Por: Douglas Ferreira
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Rogério Ceron diz que novas medida de arrecadação estão prontas para serem acionadas - Foto: Reprodução
Rogério Ceron diz que novas medida de arrecadação estão prontas para serem acionadas - Foto: Reprodução

O que o secretário do Tesouro realmente diz, ao insinuar novas medidas de arrecadação, é que o governo continuará sua incansável jornada de "taxação". A pergunta que não cala é: como pode um governo que bate recordes de arrecadação mês após mês ainda enfrentar déficits bilionários? O Brasil arrecada como nunca, mas gasta mais rápido do que o dinheiro entra. Seria este um governo perdulário, que não consegue equilibrar suas contas, mesmo com a máquina arrecadatória trabalhando a todo vapor?

Em julho, o governo federal registrou um déficit de R$ 9,3 bilhões, uma melhora em relação ao rombo do ano passado, que foi de R$ 35,9 bilhões. Apesar disso, a conta ainda não fecha. E como se resolve esse problema? Mais uma vez, o governo parece recorrer à velha tática de aumentar impostos, um caminho que já está saturando tanto as empresas quanto a população. Até quando essa estratégia será viável? A insistência em elevar alíquotas pode, em breve, inviabilizar a capacidade do Estado de continuar gerando receita, à medida que esgota o bolso dos contribuintes.

No acumulado de 2024, o déficit já alcança impressionantes R$ 77,8 bilhões, um número que o governo tenta reduzir a todo custo. A questão é: a que custo? O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, já indicou que novas medidas de arrecadação estão prontas para serem acionadas, caso seja necessário. O estilo "taxação" de Fernando Haddad continua sendo a principal ferramenta do governo para tentar alcançar a meta de déficit zero em 2024.

Mas até quando a política de arrecadar mais e gastar ainda mais vai sustentar essa economia fragilizada? O alerta está aceso: quanto mais o governo pressiona a máquina tributária, maior o risco de travar o crescimento econômico. A verdadeira pergunta que fica é: onde estão as políticas de contenção de despesas e reformas estruturais, que realmente poderiam mudar o jogo?

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