
Na Amazônia, onde o governo planejava exibir músculo diplomático e liderança ambiental, o que se viu foi o oposto: cadeiras vazias, ausências ruidosas e um clima constrangedor que nem a retórica enfática do presidente conseguiu disfarçar. A COP30 começou, mas a sensação é de que o mundo mandou avisar: “Incluam-nos fora.”
Lula preparou o palco, decorou o salão, ligou as luzes e esperou os convidados.
E o que aconteceu?
Nada.
Nem mesmo os líderes das republiquetas vizinhas — tão cortejados, bajulados e apoiados por Brasília — deram o ar da graça. O Mercosul, sob comando rotativo do próprio Lula, ignorou solenemente a reunião.
Se isso não é um recado, o que é?
Da festa esperada, restou uma cúpula com eco.
O Itamaraty, que já viveu dias de glória, hoje se ocupa de explicar ausências e justificar fiascos.
Nem os “parças” do Brics — tão celebrados nos discursos — apareceram:
China, Índia, Rússia, África do Sul…
Todos sumiram.
Até o vento foi mais presente.
A cena lembra um meme político:
"Lula: Vamos mudar o mundo juntos!
Brics: Vamos sim (não vão)".
O único esquerdista eleito no continente, Yamandú Orsi, do Uruguai, também não foi.
O que era para ser um ato de camaradagem se tornou um boicote silencioso.
Daqueles que doem mais que uma crítica aberta.
Diplomatas já sussurram:
“Foi planejado”.
“Foi articulado”.
“Foi recado”.
E talvez…
“Foi um gesto a Trump”.
Sim, Trump.
O fantasma que reaparece quando interessa.
Lula lançou o TFFF — Tropical Forests Forever Fund — a nova promessa verde-amarela que deveria encantar os doadores internacionais.
Mas rendeu muito mais ironia que dinheiro:
cópia mal-feita do Acordo de Paris
promessas vazias
e só cinco países disseram “ok” — incluindo o Brasil
Sim, o Brasil prometendo dinheiro a si próprio.
É como pagar o próprio presente e ainda sorrir.
Enquanto isso, o Fundo Amazônia, também de Lula, recebeu trocados durante 17 anos: só R$ 4,5 bilhões.
Mas agora, subitamente, o país vai prometer US$ 1 bilhão no TFFF.
De onde virá?
Do bolso do contribuinte, claro.
Enquanto a equipe econômica tenta aprovar novas taxas, o governo despeja promessas em cima de uma mesa internacional que nem sequer se dignou a aparecer.
O brasileiro paga a conta.
E o prestígio?
Esse não entrou no orçamento.
O presidente esperava aplausos.
Recebeu silêncio.
Esperava liderar.
Foi ignorado.
Esperava cooperação.
Ganhou um esvaziamento histórico.
O episódio expôs o que analistas já comentam nos bastidores:
“Lula já não é mais o protagonista do teatro geopolítico.
No máximo, figuração de luxo”.
A COP30 que deveria engrandecer o governo brasileiro terminou expondo:
isolamento diplomático
falta de prestígio
cansaço internacional com o discurso ideológico
erros estratégicos
e fragilidade política
Lula pode até dizer que “o mundo está com o Brasil”.
Mas a reunião mostrou que, na prática, o mundo…
estava em outro lugar.
E quando a plateia não aparece, não adianta ter microfone, discurso, ou palco iluminado:
o show não começou.
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