
O Piauí vive um paradoxo inquietante: é um estado de povo criativo e trabalhador, mas governado há décadas por uma elite política repetitiva e improdutiva. Enquanto o Brasil muda de rumos e busca modernização, o Piauí insiste em permanecer imóvel refém de famílias que transformaram o poder público em patrimônio hereditário.
Aqui, a democracia tem aparência, mas não substância. Sob o disfarce do voto livre, perpetuam-se oligarquias que há mais de um século se revezam no comando do Estado, cooptando eleitores por meio de favores e migalhas que não alteram em nada a vida econômica e social do povo.
O resultado é uma população cada vez mais descrente, e um sistema político cada vez mais dependente da própria apatia popular. O conformismo, no Piauí, tem sido o principal instrumento de dominação.
Mas o Piauí não nasceu para ser governado por castas políticas. É terra de gente que enfrenta a seca e a falta de oportunidades com trabalho e criatividade, que produz, empreende e sonha, mesmo quando o Estado lhe vira as costas.
Enquanto o povo luta para sobreviver, sua representação federal em grande parte é irrelevante. Desafie qualquer eleitor a citar três deputados federais do Piauí: a maioria não saberá. E não por desinteresse, mas por absoluta falta de relevância política dos que ocupam esses cargos.
São parlamentares que não propõem, não fiscalizam e não representam apenas sobrevivem. São profissionais do mandato, não servidores do povo.
No Senado, o contraste é evidente.
Entre os três representantes do Piauí, apenas Ciro Nogueira demonstra atuação firme e comprometida. Mesmo na oposição ao governo federal, mantém presença ativa, atendendo pleitos de municípios, destinando recursos e defendendo causas piauienses com pragmatismo e equilíbrio.
É o oposto de Wellington Dias, hoje ministro de Lula, que repete em Brasília o mesmo roteiro de promessas vazias que marcou seus governos no Estado.
Se antes falava muito e fazia pouco, agora fala mais ainda e entrega menos. O que foi um governo de ilusões locais transformou-se em um ministério de promessas impossíveis — sempre adiadas, sempre distantes.
Entre ambos, há uma diferença moral e prática: um age apesar dos obstáculos; o outro promete porque não sabe agir.
Há contudo, sinais de que essa anestesia social começa a perder força.
O avanço da informação e o alcance das redes sociais vêm abrindo os olhos de uma geração de eleitores que já não aceita ser tratada como massa de manobra. As eleições de 2026 podem e devem marcar um ponto de reviravolta na história política do Piauí.
Para isso, é preciso romper o pacto do conformismo e compreender que cada voto é um investimento.
O retorno desse investimento se mede em serviços públicos, emprego, infraestrutura e dignidade.
Votar em quem nada fez é insistir no atraso.
Votar por favor é aceitar a humilhação.
Votar sem pensar é ser cúmplice da própria miséria.
Felizmente, surgem novas lideranças fora do círculo viciado do poder.
João Vicente Claudino, ex-senador da República, é uma dessas figuras que reúnem experiência pública e credibilidade privada.
Empresário de sucesso, conduz com seus irmãos um dos maiores grupos empresariais do Estado, João Vicente gera milhares de empregos diretos e indiretos, movimenta a economia e contribui significativamente com a arrecadação de impostos que sustentam o Piauí.
Durante seu mandato, demonstrou coerência, trabalho e resultados um exemplo de gestor que levou à política a mesma seriedade com que conduz suas empresas.
Outro nome que desponta é o do empresário Tiago Junqueira, há vinte anos radicado no Piauí e reconhecido por sua contribuição ao desenvolvimento do agronegócio nos cerrados piauienses.
Perseguido por antigos caciques que tentaram dobrá-lo politicamente, Tiago se destacou justamente por não se curvar.
Representa uma geração de empreendedores que acreditam que governar deve ser ato de gestão e compromisso público, não de submissão a interesses partidários.
Exemplos de transformação não faltam.
Estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul trilharam caminho semelhante quando empresários e produtores rurais decidiram ocupar o espaço político e aplicar à administração pública os mesmos valores que aplicavam em seus negócios: eficiência, transparência e responsabilidade.
O resultado foi um salto de desenvolvimento, geração de empregos e fortalecimento econômico.
O Piauí pode — e deve — seguir essa trilha, antes que se torne refém definitivo de uma elite que vive do Estado sem servir a ele.
O desafio é grande, mas a escolha é clara:
ou elegemos quem quer servir, ou continuaremos servindo quem só quer se eleger.
O Piauí não carece de potencial carece de coragem política e de líderes com espírito público.
A mudança que o Estado precisa não virá de acordos ou conveniências, mas de consciência.
E essa consciência começa no voto o gesto simples que pode, enfim, encerrar séculos de submissão e inaugurar um novo tempo de dignidade e progresso.
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