
A recente ameaça de morte feita pela influenciadora Brenda Laranja ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reacende o debate sobre a hipocrisia da chamada esquerda “do amor”. O episódio é apenas mais uma amostra do que muitos já chamam de “ódio do bem”, um comportamento que se manifesta com frequência entre militantes e influenciadores ligados ao campo progressista — sempre dispostos a pregar a paz em público, mas a destilar intolerância quando confrontados por ideias conservadoras.
A influenciadora, moradora do Espírito Santo, enviou uma mensagem direta a Nikolas no X (antigo Twitter), afirmando: “Vou te matar a tiros, seu m…”. Uma frase carregada de ódio, brutalidade e covardia. O caso, agora sob investigação da Polícia Legislativa, resultou no interrogatório e indiciamento de Brenda por ameaça e ofensas. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público Federal.
Não se trata de um episódio isolado. A esquerda brasileira parece ter institucionalizado o discurso de ódio contra quem pensa diferente. A internet virou palco da militância raivosa, onde a defesa da “democracia” é usada como escudo para justificar qualquer ataque, difamação ou ameaça contra adversários ideológicos.
O deputado, em resposta, afirmou que não deixará as ameaças impunes e agradeceu à Polícia Legislativa pelo trabalho: “Como prometido, estou indo atrás de cada um. Internet não é terra sem lei.” Uma declaração firme diante da covardia de quem se esconde atrás de uma tela para atacar.

Enquanto isso, o caso escancara o duplo padrão do sistema. Quando as ameaças partem de conservadores, a reação é imediata, com prisões e manchetes em todos os portais. Mas, quando o agressor é alguém identificado com a esquerda, o tratamento tende a ser mais brando — e o silêncio da grande mídia é quase ensurdecedor.
Vale lembrar que episódios como esse se tornaram comuns desde o governo Bolsonaro, quando ameaças de morte eram diárias, muitas partindo justamente daqueles que se diziam “defensores da democracia e dos direitos humanos”. É o retrato da contradição que move boa parte da militância progressista brasileira: defendem a vida, mas apoiam o aborto; dizem proteger a liberdade, mas tentam censurar vozes discordantes.
Brenda Laranja agora será responsabilizada, como deve ser. Ameaçar de morte um parlamentar é crime e afronta direta ao Estado Democrático de Direito. Que esse caso sirva de alerta — a liberdade de expressão não é licença para o ódio, e quem o pratica deve responder por seus atos, independentemente de bandeira política.
No fim, fica a pergunta: até quando o “ódio do bem” continuará sendo tolerado? É hora de a sociedade encarar de frente essa incoerência e exigir que a lei seja aplicada igualmente a todos, sem distinção ideológica.
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