
Há momentos em que o senso moral parece ter sido totalmente sequestrado pela ideologia. É o que se viu na Câmara Municipal de São Paulo, quando a vereadora Luna Zarattini (PT) propôs um minuto de silêncio em homenagem às “vítimas” da megaoperação policial no Rio de Janeiro, que resultou em 132 mortos, entre eles um delegado e dois policiais.
O pedido soou como uma afronta aos que perderam entes queridos lutando pela lei. O vereador Lucas Pavanato (PL) não hesitou em reagir: “As únicas vítimas da operação são os policiais mortos em combate. Criminoso não deve ser homenageado por essa casa.” Sua fala ecoou dentro e fora do plenário, repercutindo em todo o país.
De fato, ninguém em sã consciência festeja a morte de criminosos, mas há uma diferença abissal entre lamentar a tragédia e exaltar quem espalhava terror nos morros do Alemão e da Penha, onde o Comando Vermelho impõe medo e executa inocentes. Aqueles que tombaram em confronto estavam armados com fuzis AK-47, G3 e FAL, prontos para matar.
Ao propor homenagem aos mortos em combate com a polícia, Luna Zarattini relativizou o crime e, na prática, insultou os policiais que morreram defendendo o Estado. É o tipo de postura que inverte papéis, transformando algozes em vítimas e heróis em vilões.
A megaoperação — uma das maiores da história recente — mobilizou 2.500 agentes e teve como objetivo conter o avanço territorial das facções e cumprir mandados de prisão. A reação de setores da esquerda, porém, tenta converter uma ação policial legítima em massacre, ignorando o poder bélico dos criminosos.
Enquanto isso, a sociedade observa perplexa: quando foi que passamos a lamentar mais a morte de quem atira do que de quem protege? A fala de Pavanato, firme e direta, não é apenas uma crítica à vereadora petista — é um alerta sobre o risco de um país que perde a capacidade de distinguir o certo do errado, o justo do injusto, o crime da lei.
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