
O governo federal proibiu a comercialização do azeite Ouro Negro em todo o país. A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) veta fabricação, importação, distribuição, propaganda e até o uso do produto. O caso ocorre após o Ministério da Agricultura desclassificar a marca em uma operação de fiscalização realizada em outubro do ano passado.
Segundo a Anvisa, a origem do azeite Ouro Negro é desconhecida e a empresa responsável pela importação, a Intralogística Distribuidora Concept Ltda, está com o CNPJ suspenso na Receita Federal. A irregularidade levou a inclusão do produto na lista de marcas que não podem circular no mercado brasileiro.
O problema não é isolado: desde o início de 2024, mais de 70 marcas de azeite já foram proibidas por suspeitas de adulteração, uso de óleos vegetais, erros de rotulagem, ausência de licença sanitária e importação por empresas sem registro ativo. Entre as marcas vetadas estão Los Nobles, Vale dos Vinhedos, Serrano e Málaga.
As autoridades orientam os consumidores a verificar sempre a procedência do produto: escolher azeites com envase recente, evitar preços muito abaixo do mercado, desconfiar de produtos vendidos a granel e consultar se a marca consta nas listas oficiais de proibição da Anvisa e do Ministério da Agricultura.
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