
O Louvre, em Paris, foi palco de um roubo cinematográfico no último domingo (19). Criminosos usaram um elevador de carga para furtar nove joias da coleção da realeza francesa, episódio que levantou dúvidas sobre a segurança nos principais museus do mundo. Apenas a coroa da imperatriz Eugénie de Montijo, do século XIX, foi recuperada após ser abandonada na fuga.
No Brasil, o Museu Imperial de Petrópolis (RJ) preserva relíquias da monarquia que governou o país no século XIX. Construído por Dom Pedro II entre 1845 e 1862 como casa de veraneio, o palácio se tornou museu em 1943 e hoje guarda cerca de 500 mil itens ligados ao período imperial, dos quais apenas 10% ficam em exposição.
Entre as peças mais valiosas exibidas ao público estão:
• Coroa de Dom Pedro I (1822): ouro cinzelado, 36,5 cm de altura e 2,6 kg.
• Coroa de Dom Pedro II (1841): forjada em ouro, com 639 diamantes e 77 pérolas, avaliada em mais de US$ 14 milhões.
• Cetro imperial: confeccionado em ouro e brilhantes, mede 2,51 metros e traz um dragão no topo.
• Pena de ouro: usada pela Princesa Isabel para assinar a Lei Áurea, em 1888.
• Traje majestático de Dom Pedro II: manto cerimonial com penas de tucano e bordado em ouro.
Para proteger esse patrimônio, o Museu Imperial instalou, em 2023, um moderno sistema de segurança. O espaço passou a ser monitorado por câmeras inteligentes com vigilância 24 horas, além de controles de entrada e saída de visitantes. O diretor da instituição afirma que o acervo está em ótimo estado de conservação e segue protegido para futuras gerações.
Às vésperas do bicentenário de nascimento de Dom Pedro II, em 2025, parte das galerias ficará temporariamente fechada para manutenção. O cuidado com o prédio histórico vai além das joias: visitantes recebem pantufas para preservar o piso original e não podem usar flash nas fotos. A soma de medidas reforça o compromisso de garantir que a memória imperial continue viva e acessível ao público.
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