
O Museu do Louvre, em Paris, sofreu o que já vem sendo chamado de “roubo do século”. Criminosos fortemente equipados invadiram a Galeria de Apolo e levaram nove joias históricas ligadas a Napoleão Bonaparte e à imperatriz Eugênia de Montijo. Entre os objetos roubados estavam tiaras, colares e brincos de diamantes, safiras e esmeraldas, incluindo peças que pertenceram a rainhas e imperatrizes europeias.
A ação, que parece saída de um roteiro de cinema, expôs falhas graves na segurança do museu mais visitado do mundo. Embora o valor das joias seja incalculável, apenas a coroa da imperatriz Eugênia — confeccionada em 1855 e adornada com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas — foi recuperada, danificada, nas imediações do Louvre. Para especialistas, a perda não é apenas financeira, mas também histórica, já que as peças jamais poderão circular em leilões sem serem reconhecidas como roubadas.
O caso teve repercussão imediata na política francesa. O líder da oposição, Jordan Bardella, classificou o episódio como uma “humilhação insuportável para o país” e acusou o governo de negligência. O debate ganhou força ao apontar diretamente para a direção do Louvre e para a chefia de segurança, cargos hoje ocupados por mulheres pela primeira vez na história da instituição.
A diretora do museu, Laurence des Cars, e a chefe de segurança, Dominique Buffon, foram alvo de duras críticas. A deputada Marion Maréchal afirmou em rede social que a nomeação das duas atendeu a uma política de feminização e diversidade, mas teria ignorado critérios técnicos. “O resultado foi abrir mão de competência e colocar em risco o patrimônio cultural da nação”, escreveu, pedindo suas renúncias imediatas.
A gestão cultural francesa já vinha sendo questionada após anos de cortes orçamentários, greves e denúncias de falhas operacionais. Funcionários do museu afirmam que há meses alertavam sobre vulnerabilidades na segurança, agravadas pelo excesso de visitantes e pela falta de pessoal. O roubo, nesse contexto, ampliou a pressão sobre o governo Macron, acusado de não priorizar a proteção do patrimônio histórico.

O “roubo do século” também reacendeu uma discussão mais ampla sobre o papel da política identitária na administração de instituições estratégicas. Para críticos, a escolha de dirigentes com base em critérios políticos, e não técnicos, teria fragilizado a segurança de um dos maiores acervos culturais do planeta. Para os franceses, além do prejuízo cultural, o episódio simboliza um golpe duro contra a imagem do país como guardião de sua própria história.





ELEIÇÕES 2026 Direita sinaliza união para enfrentar Lula nas eleições de 2026
ALERTA Cortes de Lula aumentam risco de falhas na aviação e acendem alerta para segurança dos voos
VAI PIORAR TUDO! Trabalhar menos pode custar mais: entenda o perigo escondido na PEC que acaba com a escala 6x1
Mín. 23° Máx. 32°