
O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, anunciou que pedirá o apoio do Ministério da Justiça e da Polícia Federal para expulsar facções criminosas de condomínios construídos pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo ele, a presença de grupos como Comando Vermelho, PCC e milícias já se tornou uma “epidemia” e impede a atuação do Estado em diversos empreendimentos, especialmente no Rio de Janeiro.
Durante audiência pública no Senado, Barbalho relatou que, em sua primeira entrega de moradias, não conseguiu entrar em um residencial na Baixada Fluminense devido ao controle de criminosos. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) reforçou a gravidade do problema e defendeu que a Polícia Federal assuma a investigação e a retomada dos conjuntos habitacionais, por se tratarem de recursos federais.
Na mesma audiência, o ministro criticou prefeitos e governadores que buscam empréstimos em bancos comerciais para obras municipais, pagando juros altos, enquanto há linhas de financiamento mais baratas disponíveis no Ministério das Cidades. Barbalho citou “falta de informação” como o principal motivo para gestores deixarem de acessar os R$ 8 bilhões disponíveis anualmente, com prazos de carência de até quatro anos e juros de 8% ao ano.
Barbalho também apresentou os resultados da pasta: desde 2023, foram contratadas 1,8 milhão de moradias, sendo 1,1 milhão já em obras, com investimento de R$ 285 bilhões. A meta é chegar a 3 milhões de casas contratadas até o fim de 2026, um milhão a mais do que o previsto inicialmente. Além disso, destacou os aportes em mobilidade urbana (R$ 45,5 bilhões), saneamento básico (R$ 50,5 bilhões) e urbanização de favelas (R$ 12,9 bilhões).
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