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Água contaminada causa queimaduras e mobiliza investigação; entenda

Homem de 50 anos sofreu lesões após beber garrafa de água mineral em Garça; polícia e vigilância sanitária apuram caso

19/10/2025 às 16h24 Atualizada em 21/10/2025 às 17h06
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um caso grave de contaminação em água mineral está sendo investigado pela Polícia Civil em Garça, no interior de São Paulo. O empresário Alexandre Carpine, de 50 anos, relatou ter sofrido queimaduras no sistema digestivo após ingerir água da marca Mineratta. Ele contou que sentiu gosto estranho nos primeiros goles, teve vômito com sangue e forte queimação na garganta. Atendido inicialmente na UPA local, precisou ser internado no Hospital São Lucas, onde exames confirmaram lesões compatíveis com contato químico.

A Secretaria de Saúde do município confirmou que a água pertencia ao lote 253.1 da marca, com fabricação em setembro de 2025. A garrafa foi manuseada por uma enfermeira durante o atendimento e também causou queimaduras em suas mãos. Diante do caso, a prefeitura recomendou à população que não consuma produtos desse lote até a conclusão das análises. A Vigilância Sanitária já recolheu o material e a polícia apreendeu garrafas em distribuidoras e no local de trabalho da vítima.

Segundo especialistas, a presença de produtos químicos usados na limpeza de equipamentos, como soda cáustica ou ácido peracético, pode explicar as queimaduras relatadas. O engenheiro químico Rafael Lage alerta que fraudes e adulterações no setor de água mineral movimentam quase R$ 50 milhões por ano no Brasil e recomenda atenção redobrada ao rótulo, ao lacre e ao local de compra. Vender ou distribuir água adulterada é crime contra a saúde pública, com pena de até 15 anos de prisão.

As empresas envolvidas no envase e distribuição da Mineratta afirmaram colaborar com as autoridades e reforçaram seus protocolos de controle de qualidade. Elas dizem acompanhar de perto o caso e garantem que não encontraram alterações visuais ou químicas em outros produtos do mesmo lote. Enquanto aguardam a perícia, autoridades pedem cautela e atenção da população para evitar novos riscos.

Agora, além de o brasileiro ter que se preocupar com metanol nas bebidas, também precisa desconfiar da água mineral que consome? Está cada vez mais difícil viver neste país.

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