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Brasil GESTÃO IDEOLÓGICA

Quando a credibilidade derrete: o IBGE, os Correios e o fracasso da gestão pública

De símbolos de confiança a sinônimos de descrédito e má administração

19/10/2025 às 14h55 Atualizada em 19/10/2025 às 16h39
Por: Douglas Ferreira
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O meme que reflete a situação atual do IBGE - Foto: Reprodução
O meme que reflete a situação atual do IBGE - Foto: Reprodução

Foi-se o tempo em que IBGE, Correios e Forças Armadas eram referências incontestáveis de credibilidade e respeito institucional no Brasil. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que antes traduzia a realidade nacional com precisão técnica, hoje apresenta índices que não convencem nem o consumidor comum. Afinal, como explicar um IPCA negativo em agosto (-0,11%), enquanto o preço da feira, do gás e da energia seguem em alta?

O descrédito se espalha. Os Correios, outrora superavitários, mergulharam numa crise sem precedentes. A estatal, que entregou R$ 500 milhões em caixa ao governo Lula 3, agora acumula dívidas bilionárias e precisa de um empréstimo de R$ 20 bilhões para sobreviver. Como é possível uma empresa monopolista — sem concorrência direta — sair do lucro para o colapso em tão pouco tempo? Seria incompetência administrativa, falta de gestão, desvio de finalidade ou corrupção?

Pior: mesmo em situação caótica, os Correios seguem patrocinando artistas e eventos milionários, enquanto o serviço ao cidadão afunda em atrasos e ineficiência. Já o IBGE, antes símbolo da ciência de Estado, parece capturado por interesses ideológicos, levantando dúvidas sobre seus métodos e direções.

As Forças Armadas, antes motivo de orgulho nacional, hoje enfrentam um quadro caótico jamais visto na história da República. O próprio ministro da Defesa admitiu publicamente que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica sofrem com falta de recursos, chegando ao ponto de ter combustível garantido apenas para mais um mês de operações. Uma realidade alarmante para instituições que sempre representaram disciplina, soberania e segurança nacional.

A escassez orçamentária não apenas compromete treinamentos, missões e manutenção de equipamentos, mas expõe a fragilidade de um Estado que prioriza o discurso ideológico em detrimento da defesa da pátria. É o retrato de um Brasil desgovernado, onde até os pilares da soberania nacional estão à beira do colapso.

A pergunta que ecoa é incômoda, mas necessária: por que nas gestões petistas as estatais que deveriam servir ao povo acabam servindo ao partido?

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