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O silêncio dos defensores da Palestina: por que ninguém comemora o fim da guerra?

Após o acordo que encerrou o conflito e devolveu reféns, muitos ativistas antes engajados na causa palestina desapareceram das redes. O que explica esse silêncio?

12/10/2025 às 10h51 Atualizada em 13/10/2025 às 08h02
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem “montagem” de Greta Thunberg e crianças palestinas - Imagem: Reprodução
Imagem “montagem” de Greta Thunberg e crianças palestinas - Imagem: Reprodução

Trump e o governo de Israel buscaram a todo custo acabar com o Hamas, grupo terrorista que mata mulheres e crianças a sangue frio. Enquanto isso, a esquerda e seus ativistas — sempre em busca de curtidas, doações e novos seguidores — seguem incapazes de resolver qualquer coisa no mundo real. O contraste ficou ainda mais evidente com o cessar-fogo em Gaza: depois de meses de indignação e discursos inflamados, o silêncio agora é ensurdecedor. Nenhuma comemoração, nenhum gesto público de alívio ou empatia. Nada!

E onde está o Itamaraty do governo Lula, que tanto se apressou em acusar Israel, emitir notas duras e posar como guardião da paz? Diante de um cessar-fogo que representa alívio para milhares de vidas, reina o silêncio. Nenhum pronunciamento, nenhuma celebração diplomática. O mesmo se aplica aos “ativistas humanitários” que viajam levando dois quilos de comida e dezenas de câmeras, transformando tragédias em conteúdo. Pedem doações, inflam seguidores e faturam com a dor alheia — enquanto o público, sensibilizado, pouco entende o que realmente acontece.

Segundo analistas, há três possíveis explicações para esse silêncio seletivo.

A primeira é a ideologia acima da empatia. Muitos desses militantes seguem uma cartilha política que define o que pensar e quando se manifestar. Quando a “causa da vez” deixa de servir ao discurso, ela é simplesmente descartada. O sofrimento real se torna irrelevante diante da conveniência ideológica.

A segunda é o viés partidário. O acordo teria sido mediado por um líder de direita, o que leva simpatizantes da esquerda a evitar qualquer reconhecimento público de sucesso — mesmo que isso signifique ignorar o alívio de milhares de vidas. O preconceito político fala mais alto que a humanidade.

E a terceira, talvez a mais incômoda, é que o acordo enfraqueceu o Hamas, o grupo que controla Gaza e usa a guerra como instrumento de poder. Se o silêncio atual revela mais solidariedade ao Hamas do que aos próprios palestinos, então talvez muitos dos que gritavam “Palestina livre” nunca estiveram do lado do povo, mas sim do grupo que o mantinha refém. No fim, a pergunta é direta: quando o sofrimento termina, por que tantos preferem calar?

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Rodrigo BaltarHá 8 meses Rio de Janeiro,RJBolsonaro 2026
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Sobre Wagner Albuquerque é um jornalista multifacetado, com uma carreira marcada por passagens expressivas pela Band, onde atuou como editor, produtor, repórter e apresentador. Ao longo de sua trajetória, também esteve à frente da Direção de Jornalismo em diversos portais de destaque, sempre pautado pela ética e pela busca da informação de qualidade. Atualmente, é apresentador da TV Lupa1 e jornalista no portal Gazeta Hora1, onde se destaca pela credibilidade, visão analítica e compromisso com a relevância dos fatos que impactam o dia a dia do público.
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